A incidência de câncer na população mundial deve crescer nas próximas décadas. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam um aumento de 77% até 2050, quando o número de casos pode chegar a 35,3 milhões, diante dos 20 milhões registrados em 2022. O avanço da doença já se reflete em dados recentes.

No Brasil, em 2023, o câncer se tornou a principal causa de morte em 670 municípios, superando as doenças cardiovasculares. O número representa cerca de 12% das cidades brasileiras. Um levantamento do Observatório de Oncologia, com base em 26 anos de registros do Ministério da Saúde, aponta que os casos cresceram 30% em um intervalo de oito anos. A projeção é que o Brasil passe a registrar, no mínimo, 704 mil novos diagnósticos por ano, com possibilidade de ultrapassar a marca de um milhão de casos anuais até 2040.
Causas e prevenção
Entre os fatores associados a esse aumento estão o envelhecimento da população e a prevalência de comportamentos de risco, como tabagismo e obesidade. Esses elementos tendem a ter maior impacto em regiões de baixa e média renda. Os tipos mais recorrentes incluem câncer de pele, mama feminina, próstata, cólon e reto, além de pulmão.
Às vésperas do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, a nutróloga da Afya Fortaleza, Patrícia Fonseca, ressalta que parte significativa desse risco pode ser reduzida com mudanças no estilo de vida. “Não fumar, evitar a exposição exagerada e desnecessária ao sol, evitar a ingestão de ultraprocessados, priorizar uma alimentação saudável, além de atentar para a importância da vacinação, mantendo a caderneta atualizada. Tudo isso ajuda a prevenir eventuais casos de câncer”, explica.
A especialista também destaca a necessidade de acompanhamento médico contínuo e da realização de exames preventivos. “Estima-se que ao menos 30% de todos os casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida”, afirma.
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