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Ceará cria 5,3 mil empregos formais em junho

Foto: Aurélio Alves

O Ceará gerou 5.291 empregos formais em junho deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O desempenho representa um crescimento de 42,2% na comparação com o mês de maio, mas uma queda de 27,7% em relação a junho de 2025. O saldo foi resultado de 60.372 admissões frente a 55.081 desligamentos.

Quatro dos cinco setores pesquisados apresentaram desempenho positivo em junho no Ceará. Apenas a indústria registrou saldo negativo, perdendo 360 postos de trabalho com carteira assinada no período, como resultado de 10.043 demissões frente a 9.683 contratações.

Mais uma vez, o setor de serviços liderou o crescimento no número de empregos formais, com saldo positivo de 3.264 vagas, resultado de 29.578 admissões ante 26.314 desligamentos. Na sequência aparece a construção com saldo positivo de 1.374 vagas com carteira assinada, resultado de 7.663 contratações ante 6.289 demissões.

O comércio registrou saldo positivo de 685 postos formais de trabalho, como resultado de 12.278 admissões contra 11.593 desligamentos. Por sua vez, a agropecuária ficou com saldo de 328 novos empregos com carteira assinada, resultado de 1.170 contratações ante 842 demissões.

Na comparação com outros estados do Nordeste, o Ceará ficou na terceira posição em junho, atrás da Bahia, com 8.985 novos postos formais de trabalho, e de Pernambuco, com 6.162.

Desempenho no semestre

O secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, comemorou o resultado do mês de junho, mas destacou também o saldo de postos de trabalho no primeiro semestre de 2026, que ficou em 24.531.

“Isso mostra que o Ceará tem continuado nessa trajetória de crescimento da sua economia e consequentemente na geração de empregos. Nós já acumulamos, só no período desses últimos três anos e meio, mais de 180 mil novos postos de trabalho. É o período da história do Ceará que mais se gerou empregos formais”, exalta.

Sobre a desaceleração na geração de empregos formais na comparação com 2025, o secretário aponta que impactos como tarifaços e guerras podem ter contribuído negativamente, mas não o suficiente para alterar a tendência de crescimento.

“A nossa percepção é a de que nós temos aí questões nacionais específicas, o tarifaço (também) impacta, a guerra (também), mas não altera estruturalmente e não muda uma trajetória de crescimento da economia”, pontua.

Quanto à persistência no desempenho negativo da indústria, Viana afirma que o governo tem adotado iniciativas para atrair investimentos que revertam esse quadro.

“Primeiro passo é você ter investimento público, ter um ambiente favorável à atração de investimentos privados. (É importante) você ter, por exemplo, a construção de uma Transnordestina, que está numa fase bem avançada de conclusão, e que vai melhorar muito com a integração com o Porto do Pecém e com os portos secos”, exemplifica.

Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE), Patriolino Dias, destaca que a geração de empregos no setor reflete um ciclo positivo que o estado vem apresentando. “O setor segue aquecido, impulsionado pela confiança de investidores, pelo crescimento do mercado imobiliário e pelo aumento da demanda por novos empreendimentos”, cita.

“Nos primeiros seis meses do ano, o mercado imobiliário cearense já movimentou R$ 4,7 bilhões, e nossa expectativa é encerrar 2026 com um novo recorde de desempenho. Esses resultados reforçam a importância da construção civil para a economia, gerando oportunidades, renda e desenvolvimento para o Estado”, enfatiza.

 

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