O Estado do Ceará deve ter um trimestre com chuvas dentro da normalidade ou abaixo da média histórica. O indicativo é da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que divulgou o prognóstico referente aos meses de março, abril e maio de 2026. De acordo com o levantamento climático, o cenário apresentou a seguinte divisão:
- 40% de probabilidade abaixo do normal;
- 40% de chance de volumes dentro da média
- 20% de possibilidade de chuvas acima da média.
Tomando como base as estatísticas da Funceme, o cenário indica maior tendência de irregularidade nas precipitações ao longo do estado.
Justificativa para prognóstico das chuvas
A análise das condições oceânicas mostra que o Pacífico Equatorial apresentou, nas últimas semanas, um leve resfriamento das águas, com características associadas à formação do fenômeno La Niña. O índice ONI registrou anomalia de -0,5°C. Já o Atlântico Tropical apresenta neutralidade térmica, sem configuração clara de dipolo, o que reduz a influência direta sobre o regime de chuvas no Nordeste.
Com base em modelos atmosféricos e oceânicos globais e regionais, além de simulações estatísticas de instituições nacionais e internacionais, os meteorologistas indicam que o comportamento das chuvas deve variar bastante entre as regiões cearenses.
Nas áreas litorâneas e serranas, onde a média histórica é mais elevada, há maior chance de chuvas intensas e acumulados expressivos. Já no interior do Ceará, especialmente em locais com menor climatologia de precipitação, podem ocorrer períodos secos mais prolongados.
Os volumes considerados dentro da normalidade para o trimestre variam conforme a região. No Litoral de Fortaleza, por exemplo, a faixa histórica vai de 572,1 mm a 804,4 mm. No Sertão Central e Inhamuns, os acumulados típicos ficam entre 327,3 mm e 480,6 mm. Para o Ceará, em termos gerais, a média esperada varia de 402,5 mm a 573,2 mm.
A Funceme reforça que o prognóstico indica uma tendência para o trimestre completo, e não previsões mensais ou diárias. Por isso, recomenda o acompanhamento frequente das atualizações meteorológicas e das previsões de curto prazo, especialmente para planejamento e gestão de recursos hídricos por parte do poder público.


