
Em discursos realizados em novembro de 2025, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), destacava um dado histórico no Estado: pela primeira vez, segundo o gestor, existiam mais cearenses trabalhando de carteira assinada do que moradores do Estado recebendo do programa “Bolsa Família”. O fechamento dos dados de empregabilidade do novo Cagede no ano passado aponta para o cenário descrito pelo governador.
De acordo com as estatísticas, foram mais de 60 mil novos postos de trabalho gerados durante os 12 meses do ano passado. A alta foi puxada, principalmente, pelo setor da Construção Civil. De acordo com o secretário executivo do trabalho no Ceará, dados como esse apontam para um cenário ainda mais animador para 2026.
“Nossa meta é que para os três primeiros meses deste ano, tenhamos a geração de mais de 164 mil oportunidades. No ano passado tivemos um dado histórico: a taxa de desemprego foi a menor da série, ficando em 6,4%”, celebrou Renan Ridley.
Empregabilidade em outros setores
O cenário econômico do Ceará também é aquecido pela movimentação turística. Segundo o levantamento do Caged, o setor de estabelecimentos de alimentação fora do lar também é responsável pela alta nas oportunidades. Nas barracas de praia, por exemplo, oportunidades temporárias em períodos de férias podem simbolizar empregos permanentes.
Segundo líderes do segmento, é um setor que disponibiliza vagas que não são ocupadas em sua totalidade, podendo ser melhor explorada por pessoas disponíveis no mercado de trabalho.
“Tínhamos um balcão de empregos com mais de 300 entrevistas, mas apenas 30 pessoas compareceram e estão atuando. Precisamos de cozinheiros, auxiliares de cozinha e trabalhadores para a área de serviços gerais”, detalhou Fátima Queiroz, presidente da Associação das Barracas da Praia do Futuro, em Fortaleza.
Segundo o secretário executivo do trabalho, o poder público se estrutura para investir em outros setores, que demonstram potencial para gerar ainda mais oportunidades para os cearenses.
“Temos polos estratégicos, como a área calçadista, o setor do automobilismo e o hidrogênio verde. Vamos trabalhar para garantir a ampliação do parque tecnológico, fortalecer as empresas que já temos e atrair novos negócios”, destacou.


