O Ceará reforça sua posição de referência na administração dos recursos hídricos ao implementar Planos de Ação Proativa para Secas, resultado de um esforço conjunto que une o saber acadêmico das instituições de ensino superior à vivência prática dos usuários da água.

O Seminário sobre Planos de Secas, realizado em Fortaleza nesta segunda (25) e terça-feira (26), reuniu especialistas, representantes do setor público e técnicos para compartilhar a experiência do estado no enfrentamento dos períodos de estiagem.
A proposta inovadora, coordenada pelo Programa Cientista Chefe de Recursos Hídricos, tem como objetivo a elaboração de 64 planos direcionados a 64 reservatórios, com foco em aumentar a capacidade de resposta dos sistemas hídricos e mitigar os efeitos de secas futuras, através do engajamento social.

Até agora, mais de 20 planos já foram desenvolvidos, abrangendo 11 das 12 bacias hidrográficas do estado.
A formulação dos Planos de Seca é fruto da colaboração entre o Programa Cientista Chefe, o Governo do Estado, a Cogerh, a Secretaria dos Recursos Hídricos, a Funceme, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Funcap.
O Professor Assis Filho, Cientista Chefe responsável pela iniciativa, destacou o caráter estratégico e prático dos planos. “Essa ação posiciona o Ceará à frente de outras unidades da federação na gestão hídrica, ao integrar ciência, inovação e participação da sociedade para assegurar melhores condições de vida à população”, afirmou.

A elaboração dos planos conta com o apoio da Secretaria dos Recursos Hídricos e de diversas instituições de ensino, como UFC, UFCA, Unilab, Instituto Federal e Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), promovendo uma abordagem regionalizada e inclusiva.
O trabalho envolve estudos sobre a variabilidade do clima, modelagem do balanço hídrico e avaliação dos impactos das mudanças climáticas. O resultado é um plano voltado ao monitoramento, à previsão e à análise de vulnerabilidades, beneficiando a população cearense e os múltiplos usos da água no estado.