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Ceará moderniza mecanismos na busca por pessoas desaparecidas

As estatísticas do ano de 2025 deram um sinal de alerta sobre a necessidade de otimizar os trabalhos nas buscas por pessoas desaparecidas - (Foto: SSPDS)
As estatísticas do ano de 2025 deram um sinal de alerta sobre a necessidade de otimizar os trabalhos nas buscas por pessoas desaparecidas – (Foto: SSPDS)

O Governo do Ceará passou a adotar um novo protocolo para padronizar e tornar mais ágil a busca por pessoas desaparecidas no Estado. A medida foi implementada e formalizada nesta terça-feira (24/03) pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por meio de um Procedimento Operacional Padrão (POP), que integra a atuação de todos os órgãos de segurança, desde o primeiro atendimento até a localização da pessoa.

A iniciativa surge diante de um cenário preocupante: em 2025, uma média de sete pessoas desapareceram por dia no Ceará, o que reforçou a necessidade de respostas mais rápidas e coordenadas. Com o novo protocolo, não é mais necessário aguardar qualquer prazo para registrar o desaparecimento. O atendimento começa imediatamente, inclusive pelo telefone 190, com coleta de informações essenciais e acionamento das equipes. 

A partir desse passo inicial, há um fluxo integrado entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos, garantindo mais rapidez nas primeiras horas, o que é considerado decisivo na obtenção de resultados satisfatórios.

Busca por pessoas desaparecidas  – mudanças

Entre as principais alterações está a criação da Investigação de Pessoa Desaparecida (IPD), com checklist obrigatório e classificação de risco. Casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência ou com histórico de vulnerabilidade passam a ter prioridade máxima nas buscas.

Outro avanço é o uso de tecnologia e ciência nas investigações. O protocolo prevê a coleta de DNA de familiares, além do uso de drones, cães farejadores, georreferenciamento e até sensores térmicos em áreas de difícil acesso. Esses dados passam a integrar bancos que permitem cruzamento de informações em nível estadual e nacional.

A medida também busca corrigir falhas antigas, como a falta de padronização entre órgãos e a demora no início das buscas. Agora, todas as delegacias são obrigadas a registrar o caso imediatamente, independentemente do local ou do tempo do desaparecimento. Além disso, a investigação só será encerrada quando a pessoa for localizada.

Participação popular

As forças de segurança do Ceará também apostam na prevenção e no envolvimento da sociedade. O Estado participa de iniciativas como o sistema de alertas para desaparecimento de crianças, com divulgação em redes sociais em um raio de até 160 quilômetros, ampliando as chances de localização rápida.

A orientação para a população é agir com rapidez: registrar o desaparecimento o quanto antes, fornecer o máximo de informações possíveis e acionar canais como o Disque-Denúncia 181. A participação da família e da sociedade é considerada fundamental para aumentar a eficácia das buscas e reduzir o tempo de desaparecimento.

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