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Ceará reduz em 43% assassinatos de pessoas LGBTI+ entre 2023 e 2025

O número de assassinatos de pessoas LGBTI+ no Ceará apresentou redução de 43% entre os anos de 2023 e 2025, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado. O levantamento aponta mudanças na forma de registro, monitoramento e investigação das ocorrências como fatores associados ao resultado.

As informações foram consolidadas a partir da atuação integrada entre a Secretaria da Diversidade do Ceará, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública. Os órgãos passaram a adotar metodologia específica para identificação de crimes motivados por orientação sexual ou identidade de gênero, com inclusão dessas informações nos registros policiais.

De acordo com o balanço, o aumento no número de denúncias registradas ao longo do período não é interpretado, necessariamente, como crescimento da violência, mas como reflexo da ampliação dos mecanismos de notificação e da redução da subnotificação desses crimes.

Ceará reduz em 43% assassinatos de pessoas LGBTI+ entre 2023 e 2025
Foto: Ascom Sediv

Entre as medidas implementadas desde 2023 está a classificação prioritária de crimes violentos contra a população LGBTI+ como crimes de ódio, conforme a Portaria nº 0644/2023. O estado também passou a utilizar ferramentas de monitoramento, como o Observatório dos Crimes por LGBTfobia e painéis de acompanhamento estatístico voltados à violência motivada por discriminação.

Os dados analisados indicam que a violência atinge principalmente jovens e pessoas com menor escolaridade, com maior incidência entre mulheres trans e travestis. Nesse recorte específico, o levantamento aponta redução de 58% nos crimes violentos registrados entre 2023 e 2025.

No campo da assistência, equipamentos vinculados à política estadual de diversidade ampliaram atendimentos voltados à população LGBTI+. O Centro Estadual de Referência LGBT+ Thina Rodrigues e a Unidade Móvel Dandara Ketlely somaram mais de seis mil atendimentos no período, incluindo suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento para serviços públicos. Segundo os dados oficiais, mais de 70% dos atendimentos foram destinados a pessoas trans e travestis em situação de vulnerabilidade social.

A secretária da Diversidade, Mitchelle Meira, afirmou que a redução está relacionada à integração entre produção de dados, ações de segurança pública e políticas de prevenção. “A redução de 43% nos assassinatos de pessoas LGBTI+ no Ceará é resultado direto de uma gestão que investe em informação qualificada, articulação institucional e presença nos territórios. Quando o Estado rompe com o apagamento histórico dessas violências, combate à subnotificação e atua de forma preventiva, ele protege quem historicamente foi invisibilizado”, disse.

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