Em julho, o Ceará viu um avanço na geração de empregos, com a criação de 3.488 novas vagas. Apesar de representar uma queda de 54,23% em comparação ao mês anterior, que teve a adição de 7.620 postos, o número é positivo, marcando o sétimo mês consecutivo de crescimento. Os dados foram divulgados na quarta-feira (28/08) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
No total, o estado registrou 54.863 admissões e 51.375 desligamentos, refletindo uma variação nas condições econômicas e desafios em alguns setores. Comparado ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de 6.490 novos empregos, o Ceará acumulou nos últimos 12 meses um total de 61.323 novas vagas, destacando-se no cenário nacional. No acumulado de 2024, o estado já adicionou 35.088 novas vagas formais.
A indústria liderou a criação de empregos em julho, com 1.609 novas oportunidades, evidenciando uma recuperação gradual impulsionada por investimentos e demanda por produtos manufaturados. O comércio também obteve resultados positivos, gerando 1.303 novas vagas, enquanto a agricultura criou 519 postos. A construção civil adicionou 295 novas vagas. Em contraste, o setor de serviços foi o único a registrar uma redução, com a eliminação de 520 postos de trabalho, possivelmente devido à desaceleração do consumo e mudanças tecnológicas.

Em Fortaleza, o mês de julho trouxe 259 novas vagas de emprego, com um saldo de 30.269 admissões e 30.010 demissões. Este número representa uma melhora de 91,31% em relação ao mês anterior, que teve 2.981 novos empregos. Nos últimos 12 meses, foram criadas 32.432 vagas com carteira assinada. Em 2024, Fortaleza já soma 20.225 novos postos de trabalho, se consolidando como um importante polo de emprego na região.
Os setores de indústria, comércio e construção civil têm sido fundamentais para o crescimento do mercado de trabalho no Ceará. Apesar das recentes dificuldades no setor de serviços, ele continua a desempenhar um papel significativo na economia estadual. A expectativa é que políticas públicas favoráveis e investimentos continuem a promover a criação de novos empregos nos próximos meses, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico da região.
Rodrigo Nogueira, titular do Desenvolvimento Econômico (SDE), afirmou que “embora o número de novos empregos tenha apresentado uma leve desaceleração em comparação aos meses anteriores, a cidade mantém sua posição de destaque no ranking regional, consolidando-se como um importante motor da economia nordestina”. O secretário afirmou que com um estoque de 745.894 trabalhadores com carteira assinada, Fortaleza demonstra a robustez de seu mercado de trabalho. Entre janeiro de 2021 e julho de 2024, foram gerados mais de 123 mil postos de trabalho, destacando-se serviços, comércio e construção civil.
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