
Fevereiro no Ceará foi o mês com menor número de homicídios em toda a série histórica iniciada em 2009 pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Até então, o mês menos violento desse intervalo no Estado era abril de 2009, que contabilizou 158 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs, a soma de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte). Além disso, o índice registrado em fevereiro deste ano representa uma queda de 31,55% em comparação aos 206 homicídios ocorridos no Ceará em fevereiro de 2025. Os recordes também alcançam Fortaleza e os municípios que integram a Região Metropolitana da Capital.
Em Fortaleza, no mês passado, foram registrados 18 assassinatos, conforme dados da SSPDS. Na comparação com fevereiro de 2025, a redução de CVLIs na Capital chega a 72,3%. É a primeira vez que a SSPDS contabiliza um mês com média inferior a um homicídio por dia em Fortaleza. Já na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foram contabilizados 25 homicídios no mês anterior.
A redução é de 57,62% em relação a fevereiro de 2025. Também foi o melhor desempenho de toda a série histórica para a RMF. Os destaques da RMF foram Maracanaú e Maranguape. Os dois municípios mais violentos do Estado entre aqueles com mais de 100 mil habitantes em 2025 não registraram nenhum assassinato em fevereiro. Neste ano, Maracanaú e Maranguape contabilizaram, cada um, um homicídio, ambos ocorridos em janeiro.
No Interior, entretanto, foram contabilizados 98 assassinatos, o que representa um crescimento em relação a fevereiro de 2025, quando ocorreram 82 homicídios — aumento de 19,51%. No primeiro bimestre deste ano, o Estado registrou 332 CVLIs, 30,1% a menos que o primeiro bimestre de 2025, que teve 475 assassinatos registrados pela SSPDS. Em nota, a SSPDS atribuiu a redução no número de homicídios à “dedicação do trabalho integrado dos profissionais das forças de segurança”. A pasta ressaltou que, em 2025, foram detidos 35.458 suspeitos de diversos crimes.
“Dentre os alvos, 2.541 prisões e apreensões foram por envolvimento com grupos criminosos (Orcrim), representando um aumento de 96,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 1.296 capturas”, afirmou a SSPDS. “Já em relação a capturas por homicídio, foram presas 2.883 pessoas, um aumento de 32,5% também em relação ao ano de 2024, quando foram contabilizadas 2.176 capturas”.
A SSPDS ainda enfatizou a relevância de iniciativas como o Programa de Cumprimento de Mandados de Prisão (Procumpri) e o Sistema de Metas Integradas de Segurança Pública (Misp).


