O Ceará registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior rendimento médio mensal do trabalhador desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o valor chegou a R$ 2.597 no estado.
O resultado coloca o Ceará entre as 16 unidades da federação que alcançaram recorde no rendimento médio do trabalho no período. Em todo o país, a média nacional também atingiu o maior patamar da série histórica, com R$ 3.722.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação. Entre elas, empregos com e sem carteira assinada, trabalho temporário e atividades por conta própria. Na região Nordeste, o rendimento médio mensal do trabalhador também bateu recorde, alcançando R$ 2.616 no primeiro trimestre deste ano.

Entre os estados com melhores resultados, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento do país, com R$ 6.720, valor 81% superior à média nacional. Já o Maranhão registrou o menor rendimento entre as unidades da federação, com R$ 2.240, embora esse também seja o maior valor já registrado no estado.
Além do Ceará, atingiram recordes de rendimento estados como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraíba.
No mercado de trabalho, a taxa de desocupação no Ceará ficou em 7,3% no primeiro trimestre de 2026, mesmo percentual observado no Rio de Janeiro. O índice supera a média nacional, que foi de 6,1%, a menor já registrada para um primeiro trimestre em toda a série histórica do levantamento.
Segundo o IBGE, são consideradas desocupadas as pessoas que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Para o levantamento, foram visitados cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Entre os estados, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego do Brasil, com 2,7%. Já o Amapá registrou o maior índice, de 10%.
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