
O Ceará registrou 171,1 milímetros (mm) de chuvas em fevereiro último, mês que marcou o início da quadra chuvosa. O volume ficou 41% acima da média histórica para o período, de 121,3 mm, e foi o segundo maior observado nesse mês desde 2021, conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
De acordo com dados coletados pela instituição pública e atualizados às 17h30min desse domingo, 1º, os 184 municípios do Estado registraram precipitações ao longo do mês passado. Se comparados todos os meses de fevereiro de 2021 a 2026, é possível observar que o deste ano apresentou índice de chuvas inferior apenas ao registrado em 2024, quando a pluviosidade foi de 230,40 mm.
Volume de chuvas registrado nos meses de fevereiro (2021-2026):
- 2021: 126.3 mm
- 2022: 65,2 mm
- 2023: 115.6 mm
- 2024: 230.4 mm
- 2025: 124.7 mm
- 2026: 171,1 mm
Já em Fortaleza, foram contabilizados 300.1 mm de chuvas ao longo do mês passado, 81% acima da média para o período, de 165.8 mm. O índice pluviométrico no município ficou abaixo do que foi verificado no mesmo intervalo de tempo de 2025, quando a Capital registrou 463.4 mm. No panorama geral, com o começo da estação chuvosa o Ceará chega a março com 39,60% da capacidade hídrica alcançada, conforme balanço divulgado no Portal Hidrológico da fundação às 16h11min de hoje. O Estado não possui açude sangrando, mas seis reservatórios estão com volume superior a 90%, sendo eles: São José III (Ipaporanga), com 99,26%; Tijuquinha (Baturité), 98,44%; Olho d’Agua (Várzea Alegre), 96,62%; Cachoeira (Aurora), 95,01%; Curral Velho (Morada Nova), 93,51% e Muquem (Cariús), 91,13%.
De acordo com a Funceme, o fato de as precipitações registradas em fevereiro apresentarem volume acima da média prevista para o período não significa, necessariamente, que março, abril e maio (próximos meses da estação chuvosa no Ceará) devam continuar registrando acumulados mais elevados. “Mesmo com um início de quadra chuvosa mais favorável, o comportamento das chuvas ao longo dos meses seguintes depende da atuação contínua de diversos sistemas meteorológicos e condições oceânicas”, explica órgão em nota. A Fundação ressalta ainda que os episódios de precipitações mais intensas observados em fevereiro “já estavam previstos nas análises meteorológicas de curto prazo, sendo informados previamente por meio das previsões do tempo e dos avisos meteorológicos emitidos regularmente”.
Prognóstico do trimestre
Os próximos três meses da quadra chuvosa devem seguir o prognóstico divulgado pela instituição em janeiro deste ano, apresentando “40% de probabilidade de chuvas abaixo da média histórica, 40% de chance de volumes em torno da média e 20% de possibilidade de precipitações acima da média”. O cenário indicado pela previsão é de que o período apresente um “inverno menos robusto, com menor chance de acumulados superiores ao padrão histórico”. Para o trimestre analisado, acumulados abaixo de 402,5 milímetros (mm) são classificados como abaixo da normalidade, entre 402,5 mm e 573,2 mm são considerados dentro da normalidade e acima de 573,2 mm ultrapassam a média no Estado.


