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Comissão do Senado quer ouvir dono do Banco Master e ex-sócio sobre fraudes investigadas

Na foto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) | Repodução: Geraldo Magela/Agência Senado
Na foto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) | Repodução: Geraldo Magela/Agência Senado

A comissão do Senado de acompanhamento das investigações das fraudes no Banco Master quer ouvir o dono da instituição financeira liquidada, Daniel Vorcaro, e o ex-sócio dele, Augusto Lima, além de chefes de órgãos envolvidos nas apurações dos esquemas criminosos. O colegiado aprovou, nesta terça-feira (10), requerimentos para dar continuidade aos seus trabalhos.

A deliberação ocorre após reuniões iniciais dos membros da comissão com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, que apresentaram aos senadores informações sobre o acompanhamento das investigações e as medidas adotadas pelos órgãos de controle.

O coordenador do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), defende que os depoimentos são essenciais para esclarecer as circunstâncias que levaram à liquidação do Banco Master e as supostas fraudes que estão sendo investigadas pela Polícia Federal (PF). Segundo o senador, a comissão pretende compreender se houve falhas de fiscalização, omissões ou irregularidades que possam ter contribuído para o colapso da instituição financeira.

O requerimento aprovado, no entanto, é um convite, o que permite que Vorcaro e Augusto Lima não compareçam às oitivas. Parlamentares avaliam, contudo, que a ausência dos convidados pode fortalecer a articulação no Congresso para a adoção de instrumentos de investigação mais robustos, como a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso.

Durante a reunião com os senadores, o presidente do Banco Central destacou que a autarquia acompanha de forma permanente a situação das instituições financeiras envolvidas no caso, enquanto o presidente do TCU informou que o tribunal realiza auditorias e análises para verificar eventuais danos ao erário e responsabilidades administrativas.

A comissão do Senado tem caráter de acompanhamento e fiscalização, sem os poderes típicos de uma CPI, mas seus integrantes afirmam que os trabalhos podem subsidiar mudanças legislativas e aprimorar os mecanismos de controle do sistema financeiro.

A data dos depoimentos ainda será definida. A presidência da comissão deve encaminhar os convites formais nos próximos dias, após a consolidação das informações prestadas pelos órgãos de controle.

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