PUBLICIDADE

Confiança da indústria sobe em maio, mas pessimismo continua há 17 meses

Foto: Reprodução/CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou 2 pontos em maio e chegou a 47,2 pontos, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da alta, o indicador permanece abaixo da linha dos 50 pontos — nível que separa confiança da falta de confiança — e mantém o setor industrial em cenário pessimista há 17 meses consecutivos.

O resultado interrompe uma sequência de três quedas consecutivas do ICEI, mas ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas entre fevereiro e abril de 2026, período em que o índice caiu 3,3 pontos.

Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ainda não é possível afirmar que essa alta possa reverter o cenário de pessimismo.

“É cedo para dizer se essa alta que aconteceu em maio vai reverter totalmente esse movimento que vinha acontecendo, trazendo novas altas da confiança, capazes até de levar novamente o empresário para um campo de confiança”, avalia.

Melhoria das condições econômicas e das expectativas

O ICEI é formado por dois indicadores: o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a economia brasileira e as próprias empresas nos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, que avalia as perspectivas para o semestre seguinte. Ambos apresentaram avanço em maio, reduzindo o pessimismo observado em abril.

O Índice de Condições Atuais subiu 2,4 pontos e atingiu 42,9 pontos. Mesmo com a alta, o indicador segue abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários ainda consideram a situação econômica e empresarial pior do que há seis meses.

Já o Índice de Expectativas avançou 1,7 ponto, passando de 47,6 para 49,3 pontos. Com isso, o indicador se aproximou da faixa de neutralidade, indicando uma percepção menos negativa para os próximos seis meses.

“Quando se fala de condições atuais, tanto a avaliação com relação à empresa, como aquela com relação à economia brasileira, elas melhoraram, mas ainda estão no campo negativo. Então, os empresários ainda percebem piores as condições correntes, seja da sua empresa, seja da economia brasileira, mas essa percepção é menos negativa do que em abril”, destaca Azevedo.

“Falando de expectativas, com relação à economia brasileira se tornaram menos negativas. Já as expectativas com relação à própria empresa, elas se tornaram mais positivas”, acrescenta.

O levantamento completo pode ser consultado no site da CNI.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

Compartilhar: