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Consumo nos lares brasileiros cresce 3,68% em 2025, aponta Abras

O consumo das famílias brasileiras encerrou 2025 com crescimento de 3,68%, desempenho próximo ao registrado no ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados, que divulgou o levantamento nesta quinta-feira (22). Todos os indicadores foram ajustados pela inflação oficial do país, medida pelo IPCA.

Em dezembro, o consumo apresentou avanço expressivo de 15,69% em relação a novembro, superando o resultado observado no mesmo mês de 2024. Na comparação anual, o crescimento foi de 9,52%, também acima do registrado no último mês do ano anterior.

Foto: Reprodução

O levantamento mostra ainda que o valor da Cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, teve alta acumulada de 0,73% em 2025, alcançando média nacional de R$ 800,35. O conjunto inclui alimentos, bebidas, carnes, itens de limpeza, higiene e beleza.

Entre as carnes e proteínas, as variações ao longo do ano foram moderadas. O pernil registrou queda, enquanto cortes bovinos e frango congelado apresentaram elevações. Os ovos concentraram a maior alta do grupo. Nos produtos básicos, o arroz liderou as reduções de preço, seguido por leite longa vida, feijão e açúcar. Em sentido oposto, o café torrado e moído apresentou a maior elevação, acompanhado pelo óleo de soja.

Nos alimentos in natura, a batata acumulou queda ao longo do ano, enquanto tomate e cebola registraram aumentos. Já nos itens de higiene pessoal e limpeza doméstica, predominou a alta de preços, com reajustes em produtos como xampu, creme dental, desinfetante e detergente líquido.

No recorte regional, a maior elevação da cesta foi observada no Norte, seguido por Nordeste, Sudeste e Sul. O Centro-Oeste foi a única região a registrar queda no período, encerrando o ano com o menor preço médio entre as regiões.

De acordo com a Abras, fatores como condições climáticas mais favoráveis, safras recordes de grãos, maior estabilidade cambial e aumento da renda real contribuíram para equilibrar os preços ao longo do ano. O avanço mais intenso registrado em dezembro é atribuído ao efeito sazonal do período, impulsionado principalmente pelo pagamento do 13º salário, sem alterar o comportamento do consumo no acumulado de 2025.

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