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Cresce número de devedores no Ceará, mas vendas do comércio avançam

A inadimplência voltou a crescer no Ceará em fevereiro de 2026, após um início de ano de desaceleração. Ao mesmo tempo, o comércio varejista apresentou desempenho positivo, indicando um cenário de contraste na economia estadual. Os dados fazem parte do Radar do Varejo Cearense, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) em parceria com o SPC Brasil.

De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas do SPC Brasil, o número de consumidores negativados no estado cresceu 11,5% em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025. O avanço representa uma aceleração em relação a janeiro, quando a alta havia sido de 4,4%.

Segundo o presidente da FCDL-CE, Freitas Cordeiro, o aumento acende um sinal de alerta para o setor. “Esse repique da inadimplência indica maior pressão sobre o orçamento das famílias e exige atenção redobrada na concessão de crédito”, afirmou.

Foto: Reprodução

Os dados mostram ainda que 31,6% dos consumidores negativados possuem dívidas de até R$ 500, enquanto 16,9% acumulam débitos superiores a R$ 7,5 mil. O valor médio das dívidas no Ceará chegou a R$ 4.577 em fevereiro, abaixo da média nacional, que foi de R$ 4.992.

O crescimento da inadimplência vem sendo observado desde meados de 2025, tanto no Ceará quanto no restante do país. Para a entidade, o cenário reforça a necessidade de investimento em educação financeira e incentivo à renegociação de dívidas.

Apesar desse contexto, o comércio cearense iniciou 2026 em alta. Dados do IBGE apontam que as vendas do varejo ampliado cresceram 1,6% em janeiro, na comparação com dezembro de 2025. O resultado ficou acima da média nacional, que registrou alta de 0,9% no mesmo período.

Na comparação anual, o desempenho é ainda mais expressivo. As vendas no Ceará avançaram 6,1% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025, superando o crescimento nacional, que foi de 1,1%.

O resultado indica uma recuperação do setor após a retração registrada no fim do ano passado e sugere um início de ciclo positivo para o varejo. Ainda assim, especialistas avaliam que é cedo para confirmar a consolidação de uma tendência de crescimento ao longo de 2026.

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