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Cresce o número de adolescentes vítimas de bullying na escola 

De acordo com a pesquisa do IBGE, comparado com 2019, aumentou o registro de bullying na escola, com meninas sendo as principais vítimas (Foto: Tânia Rego)
De acordo com a pesquisa do IBGE, comparado com 2019, aumentou o registro de bullying na escola, com meninas sendo as principais vítimas (Foto: Tânia Rego)

Caracterizado por agressões repetidas, físicas ou psicológicas, o bullying pode envolver humilhação, intimidação ou violência direta. Quatro em cada dez adolescentes brasileiros já sofreram bullying dentro da escola. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, acende um alerta sobre a realidade enfrentada por estudantes em todo o país, evidenciando que o problema não só persiste, como está se tornando mais frequente e intenso.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), quase 40% dos jovens entre 13 e 17 anos afirmaram já ter sido vítimas de algum tipo de violência ou humilhação no ambiente escolar. O levantamento, baseado em dados coletados em 2024, também revela um agravante: 27,2% dos estudantes disseram ter sofrido bullying de forma repetida, ou seja, duas vezes ou mais. 

Isso representa um aumento significativo em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019, indicando que os episódios estão cada vez mais persistentes. Os dados detalhados mostram um cenário preocupante:

  • 39,8% dos adolescentes já sofreram bullying
  • Entre meninas, o índice sobe para 43,3%
  • Entre meninos, fica em 37,3%
  • 16,6% dos estudantes já foram agredidos fisicamente por colegas

Além disso, a pesquisa aponta que os ataques tendem a se repetir, já que quase 28% dos que foram consultados nesta pesquisa admitiram serem vítimas de bullying por mais de uma vez.

Alvos do bullying:

  • Aparência do rosto ou cabelo – 30,2% dos casos
  • Aparência do corpo – 24,7%
  • Cor ou raça – 10,6% 

Apesar de o número geral de vítimas ter crescido pouco em relação a 2019, o IBGE destaca que houve aumento na frequência e intensidade das agressões. Segundo os organizadores da pesquisa, o cenário revela situações com forte impacto emocional e que contribuem para um ambiente escolar mais hostil para parte dos estudantes.

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