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Dados revelam redução nos postos de trabalho e expectativas de recuperação

Um estudo recente realizado pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) e pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foi apresentado na sede da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp). Eles mostram uma redução de 1.482 postos de trabalho nos primeiros seis meses deste ano na região do Pecém.

O levantamento revela que Caucaia enfrentou a maior perda de empregos formais entre os municípios analisados, com uma redução de 1.504 vagas. São Gonçalo do Amarante também observou uma diminuição, com um saldo negativo de 96 vagas. Em contraste, Paracuru conseguiu gerar 118 novas oportunidades de trabalho durante os primeiros seis meses do ano.

Ao final do primeiro semestre de 2024, a região contava com 54.989 empregos com carteira assinada, distribuídos da seguinte forma: 20.935 na indústria, 15.363 no setor de serviços, 14.378 no comércio, 3.441 na construção e 872 na agropecuária. A construção civil foi o setor que mais contratou em Caucaia, enquanto a indústria foi responsável pelas maiores demissões, um padrão que também se repetiu em São Gonçalo do Amarante. Em Paracuru, o setor de serviços liderou as contratações, ao passo que o comércio registrou um número maior de demissões.

Dados revelam redução nos postos de trabalho e expectativas de recuperação
Foto: Gladison de Oliveira

Grijallba Marques, coordenador da intermediação de profissionais do SINE/IDT, afirmou que, apesar dos números negativos no primeiro semestre, espera-se que a situação melhore até o final do ano. “A gente já está percebendo que agora em julho e em agosto estão chegando novas empresas que devem trazer uma recuperação no mercado de trabalho para o segundo semestre”, comentou.

A região foi impactada por uma crise global que afetou principalmente o setor eólico no ano passado, resultando em uma redução da mão de obra no início deste ano. Jurandir Picanço, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), explicou que as empresas reduziram suas equipes devido à falta de novas contratações de projetos, mas há expectativa de recuperação.

Adão Linhares, presidente da Energo Engenharia e Consultoria, também observou uma queda no mercado de energia eólica globalmente em 2023, mas indicou uma tendência de recuperação. “Na América Latina, isso já vem acontecendo em países como o México e a Colômbia e isso também ocorre nos Estados Unidos, como incentivo para a cadeia do hidrogênio”, explicou.

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