
A disputa por vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) ganhou força nos bastidores de Brasília e envolve articulações políticas que passam pelo Ceará. O deputado federal Danilo Forte (PP) entrou na corrida e busca apoio entre parlamentares para ocupar a cadeira aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, em fevereiro deste ano.
Danilo intensificou sua movimentação política após deixar o União Brasil, no início de março. O parlamentar alegou descumprimento de um acordo da direção nacional da sigla, que previa apoio à sua candidatura ao TCU. Na sequência, filiou-se ao Partido Progressistas (PP), ampliando sua articulação.
Na tentativa de ganhar força na disputa, Danilo Forte passou a investir no corpo a corpo com deputados e chegou a distribuir “santinhos” com sua candidatura ao TCU dentro da Câmara, estratégia pouco comum para esse tipo de eleição e que evidencia a intensidade da disputa.
Além da disputa pela vaga na Corte de Contas, Danilo Forte também trabalha para consolidar sua base eleitoral de olho nas eleições de 2026, quando deve concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados.
Nos bastidores da Câmara, a eleição para escolha do novo ministro deve ser definida nos próximos dias. Líderes partidários avançam nas negociações para marcar a votação, com expectativa de que ocorra ainda esta semana.
Segundo apuração da Rede ANC, há um entendimento político de que a vaga estaria destinada ao Partido dos Trabalhadores (PT), o que pode influenciar diretamente no desfecho da eleição.
Além de Danilo Forte, outros nomes também disputam a vaga, entre eles Odair Cunha (PT-MG), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Hélio Lopes (PL-RJ).
A vaga no TCU é considerada estratégica por sua relevância no controle das contas públicas e na fiscalização da administração federal, o que torna a disputa uma das mais concorridas no Congresso Nacional.
Eleição para o TCU fica para próxima semana
Apesar da intensificação das articulações, a eleição para escolha do novo ministro não deve ocorrer nesta semana. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou a votação imediata e indicou que o processo deve ficar para a próxima semana.
Segundo Motta, houve uma “falsa expectativa” sobre a realização da eleição nos próximos dias e reforçou que não haverá “qualquer atropelo regimental” no processo de escolha.


