Com a conclusão da migração integral do seu último computador de grande porte, a Dataprev encerrou uma etapa considerada estratégica no processo de modernização dos sistemas previdenciários. A substituição do chamado mainframe por uma plataforma tecnológica mais moderna permite a retomada dos atendimentos da Central 135 e dos serviços do Meu INSS a partir desta segunda-feira (02/02). O simulador de aposentadoria, no entanto, permanece indisponível e deve voltar a operar na quarta-feira (04/02).
Segundo a Dataprev, a reativação ocorre de maneira progressiva, conforme o protocolo de implantação dos sistemas, que prevê o monitoramento do desempenho e o controle dos acessos considerados prioritários. A Dataprev alerta que, devido à expectativa de grande volume de usuários, podem ser registradas instabilidades pontuais, especialmente em serviços que dependem de validação biométrica.
Diante desse cenário, a orientação aos cidadãos é tentar acessar as plataformas fora do horário comercial, caso encontrem dificuldades. A empresa destaca que os sistemas funcionam 24 horas por dia e que equipes técnicas permanecem mobilizadas ao longo da semana, acompanhando o ambiente tecnológico em tempo real para reduzir possíveis impactos no atendimento.

De acordo com o cronograma divulgado, estão disponíveis desde esta segunda-feira todos os serviços do Meu INSS, com exceção do simulador de aposentadoria, além da Central 135 e dos sistemas utilizados nos atendimentos presenciais à população. Já a partir da quarta-feira (04/02), o simulador, utilizado para estimar o tempo necessário para a concessão de benefícios com base em critérios como idade e tempo de contribuição, será reativado.
Ao longo do processo de migração e homologação, mais de 220 profissionais participaram das atividades, entre equipes da Dataprev, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência Social (MPS). Os trabalhos ocorreram entre os dias 28 de janeiro e 1º de fevereiro e resultaram na implementação de um ambiente tecnológico mais estável, seguro e flexível.
Do ponto de vista técnico, a modernização representa a substituição de um modelo baseado em grandes computadores, característico de sistemas legados, por uma arquitetura microprocessada, conhecida como plataforma baixa. Essa estrutura permite escalabilidade, distribuição de cargas e maior capacidade de processamento simultâneo de grandes volumes de dados, dentro de um projeto iniciado em 2008 e alinhado às diretrizes de políticas públicas nos últimos anos.
Entre os principais ganhos apontados pela Dataprev estão a redução do tempo de processamento da folha de pagamento de benefícios, que passou de 96 para 48 horas, além do aumento da eficiência na organização e execução de tarefas e da ampliação dos serviços digitais. Essas mudanças têm permitido que segurados realizem atendimentos de forma remota, por meio do aplicativo Meu INSS, que registrou média mensal de 134,3 milhões de acessos em 2025.

No campo da integração de dados, as plataformas de baixa complexidade são consideradas fundamentais para garantir a interoperabilidade entre bases públicas. A articulação entre diferentes cadastros tem possibilitado ao Governo Federal ampliar a oferta de serviços, aprimorar mecanismos de verificação de informações e reforçar o combate a fraudes. Um dos exemplos citados é o pagamento do Auxílio Reconstrução no Rio Grande do Sul, em 2024, viabilizado pela integração de dados públicos e privados para identificar imóveis atingidos por chuvas.
Por fim, a Dataprev destaca que a migração é uma etapa essencial da transformação digital do Estado e da expansão da Infraestrutura Nacional de Dados. A iniciativa busca ampliar o exercício da cidadania e o acesso a direitos, dando suporte a políticas públicas como Gás do Povo, Pé-de-Meia e a Carteira de Trabalho Digital, entre outras soluções digitais em operação no país.
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