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Denúncia: famílias do interior são atacadas com “chuva de veneno”

Moradores da Chapada do Apodi, mais precisamente no município de Quixeré, estariam sofrendo retaliações e sendo ‘atacados’ com a pulverização de agrotóxicos. Segundo os relatos que chegaram à Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte, o material estaria sendo utilizado como uma “chuva de veneno” para atingir as casas dessas pessoas. 

A entidade buscou contato com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, para relatar os diversos prejuízos com a exposição e o derramamentos da substância dentro das comunidades de Quixeré. Segundo os relatos, essa não é a primeira vez que a comunidade é alvo desse episódio. 

No dia 27 de julho, em um dos distritos do município, foi espalhada uma quantidade de veneno entre duas lombadas da estrada local. O material só foi retirado da pista pela Secretaria de Obras no dia 1º de agosto. Nesse intervalo, uma criança chegou a ficar intoxicada, necessitando de atendimento hospitalar. . Uma delas precisou de atendimento hospitalar. 

Chuva de veneno – casos recentes


Na denúncia da vez, uma das famílias relatou que os moradores da casa sentiram o cheiro de Furadan, um agrotóxico do tipo inseticida. O veneno foi despejado sobre o telhado, no piso da área de serviço, por cima de objetos pessoais como brinquedos da criança, roupas, recipientes de água de consumo da família e em cima do telhado de um ambiente de criação de abelhas.

Repercussão

Segundo a Cáritas, a família realizou um Boletim de Ocorrência. A Vigilância Sanitária do município esteve no local, mas disse não poder solucionar o caso, já que o cenário se tratava de um conflito “pessoal”.

Vereador de Fortaleza, Gabriel Biologia afirmou que esses acontecimentos eram previsto, e também criticou a autorização para que drones possam ser utilizados na pulverização de agrotóxicos.

“Aquilo que nós prevíamos que aconteceria, está acontecendo agora. Estamos recebendo uma enxurrada de denúncias gravíssimas. Para além de Limoeiro do Norte, onde a marca de veneno era muito forte antes da proibição, agora temos denúncias de vários municípios. A chuva de veneno está sendo utilizada como arma química. Nós temos assentamentos de agricultores que estão tendo drones pulverizados acima de suas casas como forma de expulsão, em áreas sem plantação […] Temos casas localizadas a 30 metros de grandes plantações e de grandes negócios, e com agrotóxicos sendo levados para dentro dessas casas”, relatou.

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