PUBLICIDADE

Deputado acredita em trabalho de Domingos Filho para amenizar prejuízos no mercado do aço cearense

O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) afirmou que confia no trabalho de Domingos Filho para desenvolver ações que possam amenizar possíveis impactos da exportação do aço cearense. Domingos, que hoje está à frente da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, foi citado por Felipe Mota como uma figura competente, que pode encontrar soluções para esses impasses. 

“Eles vão diminuir esse número de trabalhadores que estão na cadeia do aço. O Ceará será impactado, apesar de que a siderúrgica está na ZPE, e a ZPE é livre desses impostos. Temos praticamente 4500 empregos que dependem dessas siderúrgicas. Não tendo para onde exportar, permanecerão esses empregos? É agora que o secretário Domingos, que é competente, tem que fazer logo essa busca em torno da siderurgia para que o Ceará não perca”, sugeriu. 

De acordo com dados oficiais que analisam a movimentação econômica, o aço produzido no Ceará representou 37% das exportações do Estado em 2024. Essa movimentação alcançou US$545 milhões comercializados no exterior, o que representa mais de R$3 bilhões. 

Trecho da entrevista em que Felipe Mota cita Domingos Filho na resolução de possíveis prejuízos ao aço cearense:

Do total da produção de aço do Ceará, 80% foram exportados para o Estado do Ceará. No entanto, as empresas cearenses já se preparam para as tarifas impostas por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos assinou uma ordem executiva em que impôs aos países exportadores uma taxa de 25% sobre o produto.

Felipe Mota comentou sobre o possível impacto que o Ceará poderá sofrer no mercado da produção e exportação do aço. Os impactos econômicos neste produto não são vistos de forma positiva pelo parlamentar. 

Para Felipe Mota, diante desses e de outros dados, faz-se necessário a busca por uma decisão que atenda os anseios de todas as partes. “Eu acho que eles vão negociar e conversar muito. Acredito que nesse instante, o Itamary e os Estados Unidos vão debater essa questão para ver se diminui [a taxação]. É preciso ver a importância do Brasil nessa indústria. Tem que ir devagar e com cautela, pois os EUA precisam da gente também”, ponderou.

Segundo o Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), o impacto da medida do presidente norte-americano é a redução de 20% das exportações de aço do Ceará para os Estados Unidos, o que significa uma uma perda no valor de US$ 107 milhões.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir