
O senador Eduardo Girão (Novo) lança no próximo dia 30 de janeiro, no Cariri, o lançamento regional de sua pré-candidatura ao Governo do Ceará para as eleições de 2026. O evento “Ceará tem Jeito” acontecerá no Hotel Imperial Palace, na divisa entre Barbalha e Juazeiro do Norte.
Na programação, o parlamentar deverá apresentar linhas gerais de sua proposta política e um balanço de ações do mandato no Senado, com destaque para investimentos destinados a municípios do interior, entre eles cidades da região do Cariri. Girão tem defendido que o debate eleitoral inclua prioridades como saúde, segurança pública e gestão de recursos públicos.
O ato faz parte da etapa inicial de articulação política do senador antes do período das convenções partidárias, quando as candidaturas serão oficializadas.
Contexto político no Ceará: disputas internas no PL influenciam cenário eleitoral
A movimentação em torno da pré-candidatura de Eduardo Girão ocorre em meio a um cenário de tensão política no Ceará, especialmente após divergências internas no Partido Liberal (PL) estadual.
Em 2025, o diretório do PL no Ceará, presidido pelo deputado federal André Fernandes, articulou uma aproximação com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) para as eleições de 2026. O acordo previa apoio do PL à candidatura de Ciro ao governo, em troca de apoio do PSDB ao partido na disputa pelo Senado.
A negociação gerou conflito dentro da sigla e repercussão nacional. Em novembro passado, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão em Fortaleza, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou apoio a Eduardo Girão e repreendeu publicamente André Fernandes por tentar fechar aliança com Ciro Gomes, político que reiteradamente tem feito críticas a Jair Bolsonaro.
Em declarações nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a proposta fazia parte de uma “estratégia política” em um estado onde o PL tem pouca representatividade institucional, ressaltando que a discordância ganhou maior proporção por ter sido tratada de forma pública.
Após reunião da direção nacional, o partido decidiu suspender a articulação com Ciro Gomes e buscar outro nome para a disputa estadual. O episódio evidenciou disputas internas por liderança e definição de rumos políticos do PL no Ceará às vésperas do novo ciclo eleitoral.


