O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) deve deliberar, na próxima segunda-feira (12), sobre a data das eleições suplementares que irão escolher novos prefeitos nos municípios de Choró, Potiretama e Senador Sá. A proposta técnica em análise sugere que os três pleitos sejam realizados de forma simultânea no dia 1º de março, decisão que ainda precisará ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A definição ocorre em meio a um histórico recente de instabilidade política no interior do Estado. Em outubro de 2025, por exemplo, Santa Quitéria passou por eleição suplementar após a cassação do então prefeito, resultando na vitória de Joel Barroso (PSB).
Choró
No município de Choró, a nova disputa eleitoral foi motivada pela cassação do registro de candidatura do prefeito eleito Bebeto Queiroz (PSB), conhecido como Bebeto do Choró, e de seu vice, Bruno Jucá (PRD). O político é investigado pelo Ministério Público do Ceará e pelo Ministério Público Eleitoral por suspeitas de irregularidades em contratos públicos e crimes eleitorais.
Bebeto chegou a ser preso temporariamente em novembro de 2024 e voltou a ser alvo de apurações em dezembro, durante a operação Vis Occulta, deflagrada pela Polícia Federal. Atualmente foragido, ele é investigado em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, envolvendo suspeitas como compra de votos, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e possível vínculo com organizações criminosas.
Senador Sá
Em Senador Sá, a eleição suplementar será necessária após a cassação do prefeito Bel Júnior (PP) e da vice-prefeita Professora Maria (PP). A Justiça Eleitoral entendeu que houve irregularidades na campanha de 2024, incluindo a realização de um evento conhecido como “Cavalgada do Bel”, classificado como showmício com uso de recursos públicos.
A decisão foi confirmada em duas instâncias, além de declarar Bel Júnior inelegível. Apesar disso, ele chegou a permanecer temporariamente no cargo após uma liminar do TSE que suspendeu o pleito. O ex-prefeito nega as acusações e afirma que seguirá recorrendo judicialmente.
Potiretama
Já em Potiretama, a necessidade de nova eleição surgiu após a cassação do prefeito Luan Dantas (PP) e da vice-prefeita Solange Capelo (PT), acusados de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão foi mantida por unanimidade pelo TRE-CE, que também tornou Luan inelegível por oito anos.
Além das questões eleitorais, Luan Dantas está preso preventivamente desde abril, suspeito de envolvimento como autor intelectual de um incêndio criminoso ocorrido no município de Alto Santo. Com a vacância do cargo, a Prefeitura passou a ser administrada interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, até a realização do novo pleito.
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