Uma queda de 15,3% marcou o lucro líquido da Enel Ceará em 2025, que totalizou R$ 393,9 milhões. No ano anterior, o registrado foi R$ 464,9 milhões. Conforme divulgado pela companhia, o recuo de R$ 70,9 milhões é justificado, sobretudo, pelo aumento das despesas financeiras ao longo do período.
Entre outubro e dezembro, o desempenho apresentou avanço. No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido alcançou R$ 302,1 milhões, resultado 49,3% superior ao observado no mesmo intervalo de 2024. O resultado operacional medido pelo Ebitda somou R$ 1,9 bilhão no acumulado do ano, um crescimento de 5,4% frente aos R$ 1,85 bilhão registrados anteriormente.
Considerando apenas o último trimestre, o indicador atingiu R$ 499,7 milhões, uma alta de 11,4%, associada à melhora das margens operacionais. O crescimento também foi verificado na receita líquida anual, que passou de R$ 8,44 bilhões em 2024 para R$ 9,17 bilhões em 2025, um avanço de 8,7%. No quarto trimestre, a receita operacional líquida totalizou R$ 2,6 bilhões, expansão de 14,1% na comparação anual.

Sem considerar a receita de construção, a receita operacional líquida atingiu R$ 7,2 bilhões no acumulado do ano e R$ 2 bilhões entre outubro e dezembro. O desempenho refletiu o aumento de ativos e passivos financeiros setoriais, além das subvenções destinadas à tarifa social e da elevação da receita pelo uso da rede. Em sentido oposto, custos maiores relacionados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a redução das vendas no mercado ao consumidor comum limitaram parte do avanço.
Em se tratando do nível de arrecadação, este chegou a 98,86% em 2025, configurando o maior índice alcançado pela distribuidora nos últimos cinco anos. Paralelamente, a dívida bruta encerrou o período em R$ 5,8 bilhões, um crescimento de 9,9%, com custo médio anual de 15,28%.
Um volume recorde de investimentos também foi registrado ao longo do ano, com capex de R$ 2,1 bilhões, montante 27% superior ao aplicado em 2024. Apenas no quarto trimestre, os aportes alcançaram R$ 771,2 milhões, uma alta de 69,2%, direcionados principalmente à manutenção da rede elétrica, ligação de novos consumidores e combate a perdas.
Fornecimento
Os indicadores de qualidade apontaram ainda uma melhora no tempo médio de interrupção do fornecimento. O índice de duração equivalente de interrupção por unidade consumidora (DEC) ficou em 8,65 horas em 2025, uma redução de 10,6% em relação às 9,68 horas verificadas no ano anterior e resultado inferior ao limite definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estabelecido em 9,47 horas.

Em contrapartida, a frequência equivalente de interrupção por unidade consumidora (FEC), indicador que mede o número médio de quedas de energia, atingiu 4,50 ocorrências, uma alta de 7,4% na comparação anual. Mesmo com o aumento, o índice permaneceu abaixo do limite regulatório de 6,17 interrupções. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por ocorrências na rede de alta tensão, incluindo o abalroamento de uma linha de transmissão na área de concessão.
Assim, o fornecimento de energia no Ceará apresentou maior número de interrupções em 2025. No entanto, com redução no tempo médio de duração das quedas.
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