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Entre cálculos e acordos, o jogo político se movimenta nos bastidores

 

Com a pré-campanha de Ciro Gomes (PSDB) ganhando força e a confirmação de Elmano de Freitas (PT) na disputa pela reeleição, o cenário político do Ceará começa a se desenhar com mais clareza. Situação e oposição já articulam suas chapas, embora muitas definições ainda estejam em aberto.

Na oposição, a composição parece mais adiantada. Ciro deve liderar a chapa tendo Roberto Cláudio (UP) como vice, enquanto Capitão Wagner (UP) e Alcides Fernandes (PL) aparecem como nomes ao Senado. O grupo aposta no discurso da alternância de poder, mesmo reunindo figuras já tradicionais da política cearense.

Já na base governista, a disputa é mais delicada. Ainda faltam definições para a vice de Elmano, duas vagas ao Senado e, futuramente, a presidência da Alece. O desafio é equilibrar interesses de lideranças como Camilo Santana (PT), Cid Gomes e o próprio governador.

A tendência é que a vice fique com o grupo de Domingos Filho (PSD). Nesse cenário, Gabriella Aguiar (PSD) ganha força como possível nome feminino para compor a chapa.

No Senado, a principal variável segue sendo Cid Gomes. Caso dispute, ocupa naturalmente uma das vagas. Se ficar fora da corrida, a disputa se abre entre Eunício Oliveira (MDB), Júnior Mano (PSB), Chiquinho Feitosa (Republicanos) e Luizianne Lins (Rede-Sustentabilidade).

A presidência da Alece, por enquanto, fica em segundo plano. Antes da eleição, o foco é manter a unidade. Depois dela, começa a verdadeira disputa pelo poder.

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