Por Julia Fraga

No mundo dos negócios muito se tem falado da sigla derivada do inglês ESG, usada para descrever os pilares do desenvolvimento sustentável “Ambiental, Social e Governança”. A prática surgiu por volta do ano de 2004, sendo citada em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, chamada “Who Cares Wins” (“Quem se importa ganha”). A adoção da ESG, atualmente, é considerada essencial em análises de riscos e em decisões de investimentos, buscando também se adequar a uma agenda global sustentável, o que tem chamado a atenção do setor empresarial.
No Brasil, o tema passou a ganhar força a partir de 2020, devido à pandemia de Covid-19, o que mostrou a interdependência entre nações, empresas e indivíduos, não só aqui, mas em todo o planeta.
No Ceará não tem sido diferente. Recentemente, as empresas Cerbras (setor de revestimentos cerâmicos e porcelanatos), Alimempro (setor de alimentos e bebidas) , Qair Brasil (setor de energia), Solar Coca-Cola (setor de bebidas) e Vulcabras (setor de calçados) foram as primeiras empresas cearenses a receberem a certificação ESG-Fiec, emitida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará.
Outro nome que se destaca nesse processo é o da gigante produtora de alimentos M. Dias Branco. Manejo de resíduos, uso de energia limpa e preservação de áreas da Caatinga estão entre as ações adotadas pela empresa, que visa, ainda, produzir embalagens com material 100% reciclado até 2030.
Falando assim, ESG pode parecer distante para o pequeno e médio empreendedor, mas especialistas garantem que a prática é positiva para qualquer empresa, além de ser o caminho para o futuro.
BENEFÍCIOS DE ADOTAR PRÁTICAS DE ESG
A implantação de ESG (Ambiental, Social e Governança) possui dez princípios básicos, distribuídos entre as áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Corrupção. Destaca-se que empresas com política de ESG apresentam solidez, custos mais baixos, melhor reputação e maior resiliência em meio às incertezas e vulnerabilidades. Nesse sentido, incorporar essas cadeias de valor contribui para que micro e pequenas empresas também se tornem mais competitivas, inovadoras e sustentáveis.
De acordo com Gustavo Cezário, assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional, “a incorporação de práticas ESG significa uma passagem para o novo modelo de desenvolvimento econômico, com maior eficiência e produtividade”. Para o assessor do Sebrae, a ESG amplia a capacidade das empresas para atrair e reter talentos, com maior facilidade para obter financiamentos, aumento da reputação e fidelização de clientes.
Gustavo Cezário acrescenta que para uma pequena empresa assegurar ou mesmo ampliar seu mercado, é preciso identificar um nicho; aumentar as competências em termos de produto, processo e gestão.; e se preparar para atender a níveis maiores de exigências na cadeia de valor. Cezário reconhece que a efetivação de um plano ESG não é simples, mas vale a pena.
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