Durante cerimônia realizada na última sexta-feira (26/06), o presidente Lula afirmou que pretende incluir o tema da defesa nacional no programa de governo para a próxima eleição. A proposta, segundo ele, busca consolidar compromissos públicos em torno da soberania e do fortalecimento das Forças Armadas.
Ao justificar a iniciativa, o chefe do Executivo destacou a necessidade de modernização do setor de defesa diante do cenário internacional. No discurso, ele mencionou a expansão de arsenais nucleares em diferentes países e defendeu que o Brasil precisa estar preparado para possíveis riscos externos.
Em outro momento de sua fala, foram citadas declarações atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas a possíveis interesses sobre territórios como a Groenlândia e o Canal do Panamá. Para o presidente brasileiro, episódios desse tipo reforçam a importância de investimentos estratégicos em defesa.

“Pela primeira vez eu vou colocar a questão da defesa nacional no programa de governo, que é para a gente poder assumir compromisso público com que tipo de defesa a gente vai querer neste país”, declarou. Na avaliação dele, diversos países ampliaram seus arsenais nucleares ao longo das últimas décadas, enquanto o Brasil teria enfrentado dificuldades no setor.
Sem defender conflitos, Lula afirmou que o país precisa de preparo estratégico para evitar surpresas. “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa”, disse, ao citar exemplos históricos de conflitos para sustentar a necessidade de vigilância constante.
A declaração ocorreu durante a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, realizada em Itajaí (SC). No mesmo pronunciamento, o presidente relacionou o debate sobre defesa ao contexto geopolítico atual, mencionando tensões internacionais e a atuação de organizações criminosas transnacionais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), citadas no debate recente sobre classificações de terrorismo e possíveis impactos diplomáticos.
Sob essa perspectiva, Lula afirmou que o fortalecimento da capacidade militar brasileira seria essencial para garantir maior autonomia estratégica em um cenário global considerado mais instável e marcado por disputas entre potências. “Eu tenho que me cuidar. Sabe, um belo dia, quando ninguém esperava, o Solano López, presidente do Paraguai, invadiu logo de vez Brasil, Argentina e Uruguai. Está cheio de ‘nego’ maluco no mundo”, comentou.
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