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Estudo da UFC aponta que uso de redes ajuda prematuros a ganhar peso durante internação

Foto: Reprodução

Um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC) confirmou que o posicionamento de recém-nascidos prematuros em redes de dormir durante a internação hospitalar aumenta o ganho de peso dos bebês. A pesquisa foi realizada no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sobral, entre julho de 2022 e outubro de 2023, acompanhando 60 recém-nascidos.

De acordo com os pesquisadores, bebês prematuros e de baixo peso — aqueles com menos de 37 semanas de gestação e peso inferior a 2.500 gramas — apresentam maior risco de complicações e mortalidade. O estudo avaliou técnicas complementares usadas em unidades neonatais para reduzir o estresse e favorecer o desenvolvimento dos recém-nascidos.

Os bebês foram divididos em quatro grupos, que receberam cuidados distintos: posicionamento em rede, hidroterapia, combinação das duas técnicas ou apenas os cuidados de rotina da equipe hospitalar. Os resultados indicaram que o uso da rede, de forma isolada ou associado à hidroterapia, apresentou os melhores índices de ganho de peso.

Segundo os pesquisadores, a rede de dormir ajuda a simular características do ambiente intrauterino, favorecendo o relaxamento e a qualidade do sono, fatores considerados fundamentais para o ganho de peso em prematuros. O pediatra e professor da UFC em Sobral, Francisco Placido Arcanjo, explica que a técnica reduz o estresse e o gasto excessivo de energia dos recém-nascidos.

O estudo também analisou a hidroterapia, que consiste na imersão do bebê em água aquecida, mas os dados mostraram que a técnica só apresentou resultados significativos quando combinada ao posicionamento em rede. A associação das duas práticas foi a que gerou maior aumento de peso entre os grupos avaliados.

Os pesquisadores alertam que o uso da rede deve seguir protocolos hospitalares e não deve ser reproduzido em ambientes domiciliares, devido ao risco de quedas e asfixia sem monitoramento adequado.

Os resultados da pesquisa foram publicados em julho no Jornal de Pediatria, periódico da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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