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Estudos indicam que obesidade pode antecipar alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer

Pesquisas científicas recentes apontam que a obesidade pode afetar o cérebro de forma silenciosa e progressiva, contribuindo para alterações biológicas associadas à Doença de Alzheimer muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas. Os estudos foram publicados em periódicos internacionais e estão indexados no PubMed, base oficial de pesquisas médicas dos Estados Unidos.

De acordo com as evidências, o excesso de peso ao longo da vida está relacionado a processos inflamatórios e metabólicos que podem comprometer a função neuronal. Entre os principais indicadores observados estão biomarcadores sanguíneos ligados à neurodegeneração e à inflamação cerebral, como a Neurofilament Light Chain (NfL), associada a danos neuronais precoces, e a Proteína Glial Fibrilar Ácida (GFAP), relacionada à inflamação no cérebro.

Foto: Reprodução

Pesquisas longitudinais, que acompanharam adultos por até 12 anos, indicam que pessoas com obesidade apresentam aumento progressivo desses marcadores mesmo sem sinais clínicos de declínio cognitivo. Os dados também sugerem que alterações inflamatórias sistêmicas e resistência à insulina podem atuar como elo entre o excesso de gordura corporal e o risco de doenças neurodegenerativas.

Especialistas ressaltam que a obesidade não significa, necessariamente, o desenvolvimento de Alzheimer, mas representa um fator de risco que pode acelerar processos biológicos associados à doença. Diante do envelhecimento populacional e do avanço da obesidade em escala global, os resultados reforçam a importância do controle metabólico e de hábitos de vida saudáveis como estratégias potenciais de proteção da saúde cerebral.

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