O projeto do Arco Metropolitano de Fortaleza, que ainda se encontra na fase de desenho, segue sem perspectivas concretas de execução. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), afirmou recentemente que o empreendimento, planejado inicialmente como uma Parceria Público-Privada (PPP), não conseguiu atrair interesse do setor privado até o momento, o que tem impedido a abertura de um edital de licitação.
“Estamos dialogando com o setor privado para ver empresas interessadas. Até aqui, não detectamos condição de lançar [o edital] e ter êxito, porque precisa ter investidor interessado em participar para a gente não lançar um projeto de PPP e não detectamos investidores interessados em assumir a obra e o negócio. Efetivamente foi assim pensado, é o projeto, se por muito tempo a gente não conseguir encontrar, vamos discutir e ter projeto para o Estado poder fazê-lo”, explicou.

A ideia original do projeto, aprovada pela Assembleia Legislativa anos atrás, previa a construção da rodovia por um investidor privado, com cobrança de pedágio em determinados trechos. No entanto, mesmo após uma apresentação do projeto de concessão pela Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) em novembro de 2023, o cenário continua sem avanços significativos. A Seinfra informou que o projeto ainda está na fase de atualização de estudos e não deu prazos para o início do processo licitatório.
O Arco Metropolitano, planejado para interligar Pacajus ao Porto do Pecém, visa desafogar o trânsito na Região Metropolitana de Fortaleza, oferecendo uma nova rota para o tráfego de cargas pesadas. A rodovia também deve cruzar com a Ferrovia Transnordestina, que está em construção e deve ser concluída em 2026. Contudo, a demora na implementação do projeto tem gerado prejuízos logísticos para o Estado, especialmente no contexto da requalificação do 4º Anel Viário, que atualmente compromete o fluxo de veículos na região.
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