O Ministério da Fazenda revisou para cima a previsão da inflação para 2026. A estimativa passou de 3,7% para 4,5%, atingindo o teto da meta estabelecida pelo Governo Federal. Já a projeção de crescimento da economia brasileira foi mantida em 2,3%.

Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), o aumento da inflação está relacionado à alta no preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
De acordo com o Boletim Macrofiscal divulgado pela pasta, a previsão para o preço médio do barril de petróleo subiu cerca de 25%, passando de US$ 73 para US$ 91 em 2026.
Mesmo com medidas adotadas pelo governo para tentar conter o aumento dos combustíveis, a avaliação da Fazenda é que a inflação seguirá pressionada. Sem essas ações, o índice poderia ultrapassar o teto da meta.
Atualmente, a meta de inflação para 2026 é de 3%, com tolerância de até 4,5%. O mercado financeiro, porém, já projeta uma inflação ainda maior, de 4,92% no próximo ano, segundo dados do Banco Central.
A SPE também informou que a inflação deve começar a desacelerar apenas a partir de 2027, quando a previsão é de 3,5%. Para 2028, a expectativa é que o índice volte ao centro da meta, em 3%.
Em relação às contas públicas, o Ministério da Fazenda avalia que houve melhora na confiança do mercado sobre o cumprimento da meta fiscal do governo.

