O Brasil segue registrando aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o boletim InfoGripe divulgado nesta semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a instituição, o crescimento é impulsionado principalmente pelas internações associadas ao vírus sincicial respiratório (VSR), além da influenza A e do rinovírus em algumas regiões do País.
Os dados referem-se à Semana Epidemiológica 21, correspondente ao período de 24 a 30 de maio. Conforme o levantamento, todas as unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Em 18 estados, entre eles o Ceará, também foi identificada tendência de crescimento dos casos nas últimas seis semanas.
De acordo com a Fiocruz, os registros de SRAG relacionados ao VSR continuam aumentando em estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. O Ceará está entre os estados nordestinos que apresentam crescimento dos casos graves associados ao vírus.

O boletim aponta ainda que o rinovírus tem contribuído para a elevação dos casos de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes. O Ceará também figura entre os estados com aumento de ocorrências associadas a esse agente viral. Em relação à Covid-19, os casos graves seguem em queda na maior parte do Brasil. No entanto, Ceará, Maranhão e Pará apresentam crescimento das ocorrências relacionadas à doença.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR foi responsável por 48,5% dos casos positivos de SRAG. O rinovírus representou 24,3% dos registros, enquanto a influenza A respondeu por 21,9%. Entre os óbitos com diagnóstico positivo para vírus respiratórios no período, a influenza A correspondeu a 49% dos casos.
Em 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG no País. Desse total, 37.153 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 27.841 apresentaram resultado negativo. Outros 6.934 casos aguardavam conclusão dos exames.
A Fiocruz informa que a incidência da síndrome permanece mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em razão da circulação do VSR. Já a mortalidade é maior entre idosos, grupo no qual a influenza A se destaca como principal causa dos óbitos.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, afirmou que a vacinação permanece como a principal medida de prevenção contra casos graves e mortes causados por vírus respiratórios, especialmente influenza, Covid-19 e VSR. Por isso, é importante que os grupos elegíveis mantenham o esquema vacinal atualizado.
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