
Mesmo com o uso da tecnologia, a Prefeitura de Santa Quitéria apresenta falhas na transparência das filas de espera nos equipamentos de saúde do município. De acordo com o Ministério Público do Ceará, que constatou a irregularidade, é preciso informar de maneira clara a posição de pacientes em filas de aguardo por exames, consultas e procedimentos cirúrgicos.
Para o MP, a não divulgação da ordem de cada paciente nas filas impossibilita o controle social. Além de pedir na Justiça que a Prefeitura corrija essa lacuna, o órgão pede que também seja divulgado a relação dos atendimentos já agendados e efetuados. “Essa divulgação deve garantir a privacidade dos pacientes, com identificação apenas pelas iniciais e data de nascimento, resguardada a possibilidade de consulta individualizada”, destacou.
De acordo com a ação apresentada na Justiça, a Prefeitura deve criar mecanismos para que essas informações cheguem a todos os públicos, sobretudo os moradores de Santa Quitéria que não tenham fácil acesso à internet.
Histórico de falhas na saúde de Santa Quitéria
De acordo com relatos da população local, é possível que a ação movida pelo Ministério Público tenha sido motivada por um caso envolvendo a falha no atendimento a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Santa Quitéria. Em março deste ano, a Promotoria tomou conhecimento de que a Prefeitura perdeu os dados desse público que aguardava pelos atendimentos.
O prejuízo dificultou o recadastramento de pacientes e a organização das filas de espera. Na época, o Ministério Público pediu, em tutela de urgência, que a Justiça obrigasse a Prefeitura de Santa Quitéria a zerar as filas de espera dos atendimentos de cada especialidade em até 60 dias.


