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Fortaleza: Professores entram em greve e organizam manifestaões

Professores da rede municipal de ensino de Fortaleza entraram em grave nesta quarta-feira (18) e realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Educação (SME), no Bairro Dionísio Torres. O ato bloqueou um dos sentidos da Avenida Pontes Vieira, na altura do cruzamento com a Avenida Desembargador Moreira.

A Secretaria da Educação informou que a Prefeitura de Fortaleza permanece em diálogo com o sindicato da categoria e que foram apresentadas propostas de reajuste salarial. A pasta comunicou que cumpre com a lei, inclusive com o valor inicial da carreira acima do Piso Nacional.

A manifestação dos professores começou por volta das 9h. Os participantes colocaram cadeiras na avenida e discursaram em um carro de som na frente da SME. Cerca de duas mil pessoas participaram do ato, segundo os organizadores.

Agentes da Autaquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e da Guarda Municipal foram direcionados ao local para orientar o fluxo de veículo e realizar a segurança. Os órgão não divulgaram o número de manifestantes.

Reivindicações

De acordo com Ana Cristina Guilherme, diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), a proposta de greve foi aprovada em assembleia na última quarta-feira (11). A categoria reivindica o pagamento do piso salarial, que, segundo Ana Cristina, não foi repassado conforme o previsto em lei.

“Uma lei federal estabeleceu o reajuste do piso em 6,21% a partir de janeiro, mas o prefeito descumpriu. A prefeitura só quer pagar o valor em dezembro A prefeitura só deu até agora o reajuste de 2,95%”, disse Ana Cristina.

Ainda segundo de acordo com a direção do Sindiute, durante o ano de 2017 não houve reajuste para os professores municipais. Ana Cristina afirmou que os professores irão continuar com a paralisação até que haja um acordo com a prefeitura.

“Não podemos aceitar que os direitos dos professores sejam retirados. A ‘Lei do Piso’ é nacional e não pode ser descumprida. Isso prejudica os mais pobres e os alunos”, disse Ana Cristina.

Com informações do G1 CE.

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