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Guarda Municipal fecha estabelecimento e cenas de violência viralizam

Foto: reprodução

Uma abordagem feita pela Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) e a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) em um estabelecimento de um comerciante na orla da Praia de Iracema, na última terça-feira (02/08), causou revolta nas redes sociais. Imagens de violência e agressão foram registradas enquanto Fábio Anderson da Silva, de 44 anos, proprietário da barraca de praia, era arrastado do estabelecimento. Logo após, as câmeras registram tiros e o comerciante aparece com as mãos sangrando e ferimentos por todo o corpo.

Veja:

Os vídeos circularam nos últimos dois dias em diversas páginas cearenses, causando comoção entre os internautas. Em nota O homem aparece sendo detido pela Guarda Municipal enquanto uma estudante, identificada como a filha de Fábio, grita em desespero: “ele é um trabalhador”, afirma.

Em nota enviada à Rede ANC, a Agefis diz que a Guarda Municipal utilizaram força após serem intimidados pelo empreendedor, que supostamente utilizava um facão. Fábio nega as acusações. “Tudo isso é mentira. Eu tenho na minha barraca uma faca, realmente tenho porque faço caipirinha e preciso abrir o coco, mas eu não puxei facão pra ninguém. Inclusive, eles atiraram em mim comigo dentro da barraca, eles atiraram em mim, me arrastaram igual um cachorro. Esse que atirou em mim ainda me chutou, que ainda hoje estou aqui com a costela toda doída. Então eles me agrediram sem necessidade. Então isso é uma perseguição, o que eles fazem é abuso de poder“, afirma.

Os vídeos disponibilizados até o fechamento dessa matéria corroboram com a declaração de Fábio, incluindo os disparos contra o comerciante enquanto este ainda estava no estabelecimento e a retirada forçada do empresário arrastado, que não apresenta nenhuma reação.

Irregularidades na documentação

Em nota, a Agefis explica a abordagem feita pelos agentes no estabelecimento. “No local, foi constatado que o proprietário não possuía termo de permissão vigente, além de exercer atividade em desconformidade com a documentação apresentada”, declara. No entanto, Fábio comenta que deficiências da gestão pública resultaram neste déficit e que a situação expões uma realidade de descaso com os comerciantes da orla da Praia de Iracema. “Eu sou permissionário desde 2009. Desde 2009, porque eu entrei com uma ação na Justiça, no Ministério Público, porque eles me tiraram do lugar que eu trabalhava, em frente ao Boteco Praia. Aí a Prefeitura começou a me perseguir para me tirar de lá, até que conseguiram e colocaram outra pessoa lá, parente de um fiscal”, relata. “E eu tô ali no meu ponto justamente por causa disso, porque eu entrei com uma ação, porque eles me levaram outra vez preso, naquele antigo lugar, e o delegado indicou que eu procurasse o Ministério Público da União, o que eu fiz. E a secretária da época mandou uma resposta à Defensoria Pública da União dizendo que tinha colocado eu, Fábio da Silva, em frente a um restaurante na Praia de Iracema. E eu tenho como provar desde o tempo que eu tô lá”, afirma o comerciante sobre a documentação.

De acordo com Fábio, a irregularidade nas barracas da praia vão além do seu caso. “E essa outra permissão, eles ainda não entregaram desde a pandemia. Então se eu não tenho o papel com a data de hoje, os culpados são eles porque eles não entregaram a nossa documentação. A nossa documentação da praia está toda irregular. Ninguém tem mais documentação chegando não. Não sei o que foi que aconteceu. Sempre todo mundo era bem documentado, agora não“.

Caso o leitor tenha mais informações, ele pode entrar em contato com a redação pelo número: (85) 98139-8264.

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