
A inflação para as famílias de menor renda ganhou intensidade em fevereiro na Região Metropolitana de Fortaleza. De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o indicador avançou 0,98% no mês, resultado 0,36 ponto percentual acima da taxa registrada em janeiro, que havia sido de 0,62%. Com isso, o índice acumula alta de 1,60% no ano e de 4,47% nos últimos 12 meses, patamar levemente inferior aos 4,60% observados no acumulado imediatamente anterior.
O resultado coloca Fortaleza na liderança entre as áreas analisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em fevereiro, refletindo uma pressão mais forte sobre o custo de vida das famílias com renda de um a cinco salários mínimos, público de referência do indicador. A alta local foi impulsionada principalmente pelo avanço dos cursos regulares, que subiram 7,02%, e da gasolina, com elevação de 2,95%, dois grupos com peso significativo no orçamento doméstico e forte impacto na percepção de inflação no dia a dia.
Embora o índice geral tenha acelerado, os produtos alimentícios apresentaram comportamento mais favorável no mês. Após alta de 0,20% em janeiro, o segmento passou a registrar queda de 0,06% em fevereiro. O movimento ajuda a aliviar parcialmente a pressão inflacionária sobre o orçamento das famílias de menor renda, tradicionalmente mais sensíveis às variações dos preços dos alimentos, mas não foi suficiente para compensar os aumentos verificados em outros grupos de despesas.
Na comparação com fevereiro do ano passado, quando o INPC da Região Metropolitana de Fortaleza havia ficado em 1,10%, a taxa deste ano mostra desaceleração pontual. Ainda assim, o resultado de fevereiro de 2026 confirma que a inflação segue em nível relevante na capital cearense e em seu entorno metropolitano, exigindo atenção sobretudo porque atinge um estrato da população mais vulnerável à perda do poder de compra. Enquanto Fortaleza apresentou a maior variação do país, Campo Grande registrou a menor taxa, de 0,07%, influenciada pela queda da energia elétrica residencial, que recuou 5,31%, e do tomate, com baixa de 10,71%.


