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Índice de Preços ao Produtor sobe 2,37% em março

Foto: Reprodução

Em março de 2026, os preços da indústria variaram 2,37% em relação a fevereiro. Nessa comparação, 18 das 24 atividades industriais registraram aumento de preços. O índice acumulado em 12 meses segue negativo, em -1,54%. O acumulado no ano foi de 2,53%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Em março, 18 das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variação positiva nos preços frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando o movimento do índice da indústria geral. Em comparação, 11 atividades haviam registrado preços médios mais altos em fevereiro em relação ao mês anterior.

As quatro altas mais intensas em março foram: indústrias extrativas (18,65%); outros produtos químicos (5,03%); refino de petróleo e biocombustíveis (4,24%); e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (2,50%).

Na comparação entre os preços de março e fevereiro, indústrias extrativas foi o setor de maior destaque na composição do resultado agregado. A atividade contribuiu com 0,81 ponto percentual (p.p.) na variação de 2,37% da indústria geral. Outras atividades que também se sobressaíram foram alimentos, com 0,45 p.p. de impacto, refino de petróleo e biocombustíveis (0,41 p.p.) e outros produtos químicos (0,40 p.p.).

O acumulado do ano, que compara os preços do mês de referência aos de dezembro de 2025, atingiu variação de 2,53%. Entre as atividades que, em março de 2026, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, destacaram-se: indústrias extrativas (19,58%), outros produtos químicos (7,09%), impressão (4,29%) e metalurgia (3,88%).

Ainda sob a perspectiva do índice acumulado no ano, as principais influências foram registradas por indústrias extrativas: 0,84 p.p., outros produtos químicos: 0,55 p.p., refino de petróleo e biocombustíveis: 0,30 p.p. e metalurgia: 0,26 p.p.

No acumulado em 12 meses, calculado comparando os preços de março de 2026 aos de março de 2025, o IPP chegou a -1,54%. Em fevereiro, esse indicador estava em -4,39%.

Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de março com o mesmo mês do ano anterior foram: impressão (18,61%); indústrias extrativas (11,59%); alimentos (-6,74%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,70%).

Nessa mesma ótica, os setores de maior influência no resultado agregado foram: alimentos (-1,69 p.p.); refino de petróleo e biocombustíveis (-0,60 p.p.); indústrias extrativas (0,51 p.p.); e outros produtos químicos (-0,31 p.p.).

Entre as grandes categorias econômicas, o resultado mensal de março (2,37%) repercutiu da seguinte forma: -0,18% em bens de capital (BK); 3,75% em bens intermediários (BI); e 0,95% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de -0,24%, enquanto nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,19%.

A principal influência dentre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens intermediários, cujo peso na composição do índice geral foi de 54,46% e respondeu por 2,02 p.p. da variação de 2,37% nas indústrias extrativas e de transformação. Completam a lista bens de consumo, com impacto de 0,37 p.p., e bens de capital, com -0,01 p.p.. No caso de bens de consumo, a influência observada em março se divide em -0,02 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,38 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado no ano, a variação chegou a -2,14% no caso de bens de capital; 4,07% em bens intermediários; e 1,34% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de -0,35%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 1,67%.

Em termos de influência no resultado acumulado no ano, bens de capital foi responsável por -0,17 p.p. dos 2,53% verificados na indústria geral até março deste ano. Bens intermediários, por sua vez, respondeu por 2,18 p.p., enquanto bens de consumo exerceu impacto de 0,51 p.p. no resultado agregado da indústria, influência que se divide em -0,02 p.p. devidos às variações nos preços de bens de consumo duráveis e 0,54 p.p. causados pelas variações de bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de -1,47% em março de 2026. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram -2,42% nesse intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de -0,25%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 1,47% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de -0,58%.

No que diz respeito às influências no resultado agregado em 12 meses (-1,54%), bens de consumo foi responsável por -0,09 p.p. em março. Houve, ainda, impacto de -0,11 p.p. de bens de capital e de -1,33 p.p. de bens intermediários.

O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,09 p.p. por bens de consumo duráveis e em -0,18 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,67% no cálculo da categoria de bens de consumo.

Destaques setoriais

Indústrias extrativas: em março de 2026, as indústrias extrativas registraram alta de preços de 18,65% em relação a fevereiro, o maior avanço observado desde fevereiro de 2021, quando a atividade havia crescido 27,91%. O setor se destacou em todos os indicadores analisados.

Na passagem de fevereiro para março, a alta de 18,65% resultou em uma influência de 0,81 p.p. sobre o resultado agregado de 2,37%. Já no acumulado do ano, o setor apresentou variação de 19,58%, a maior entre as atividades e o maior valor para um mês de março desde 2022, exercendo influência de 0,84 p.p. no total de 2,53%. Por fim, na comparação com março de 2025, observou-se variação de 11,59%, com influência de 0,51 p.p., configurando, respectivamente, o segundo e o terceiro resultados mais expressivos entre todas as atividades nesse indicador.

O desempenho do setor foi impulsionado principalmente pelos produtos “óleos brutos de petróleo” e “minério de ferro e seus concentrados, exceto pelotizado/sinterizado”, que possuem os maiores pesos na atividade. Apenas o produto “gás natural, liquefeito ou no estado gasoso” apresentou resultado negativo, contribuindo para atenuar a alta de preços do setor. Por fim, cabe destacar que os resultados observados se encontram alinhados ao comportamento do mercado internacional.

(continua mantendo a mesma estrutura e conteúdo, com pequenas substituições por sinônimos ao longo do texto)