Ao final do último Clássico-Rei de 2022, no último dia 14, o Ceará anunciava o desligamento de Marquinhos Santos do clube.
Houve negociações, técnicos procurados, nomes de peso: Wanderley Luxemburgo, Abel Braga, Odair Hellmann, Reinaldo Rueda, Wanderley Luxembrugo: nenhum deles aceitou.
Lucho Gonzalez, ex-auxiliar técnico de Alberto Valentim no Athlético Paranaense e ex-atleta, chegou a ser confirmado por muitos veículos de imprensa. A diretoria ficou de anunciar o novo técnico na última terça-feira (24), mas isso ainda não aconteceu até o fechamento desta coluna, embora fontes confirmem que faltam apenas detalhes burocráticos.
Admitindo a hipótese que Lucho Gonzalez está contratado, o Ceará vai ser o primeiro clube de futebol profissional que o argentino vai comandar. E ele com o Ceará andando sob o fio de uma navalha afiada e precisando apaziguar os ânimos entre torcida e diretoria.

A luta pela permanência
A situação do Ceará ainda não chega a ser desesperadora (em tese) na classificação geral, apesar de ocupar hoje a 15ª colocação, com 26 pontos, três a frente do 17º (Avaí), mas com uma vitória a menos que o rival.
O Ceará tem somente cinco vitórias e uma sequência complicada. Começa no sábado (27), às nove da noite, no Castelão, contra o Atlhético PR, último clube que Lucho Gonzales passou como atleta. Os próximos adversários são Flamengo fora e depois Santos e São Paulo em casa.
Vitória já no sábado afasta mais o Ceará do Z-4 e pode alçá-lo à 12ª colocação na melhor das hipóteses. Empate ou derrota podem levar o Ceará à zona de rebaixamento já na 24ª rodada.
Para ser a primeira experiência de Gonzalez como técnico ele não vai poder errar. Pega a equipe no meio da temporada e precisa superar o primeiro desafio, de conquistar o elenco e encaixar as peças em campo para que os resultados apareçam.
Juca Antonello fica na comissão técnica, até porque é funcionário do Ceará. Ele conhece o elenco, voltou de Bragança Paulista com a sensação que poderia ter trazido mais dois pontos. Um empate não foi de todo ruim, mas ele aconteceu por uma série de fatores entre eles, erros que se acumulam ao longo de temporadas, principalmente no setor defensivo. Outro erro fatal do Ceará é querer segurar resultado chamando o adversário para o seu campo e não tendo opções de contra-ataque, ou por questões técnicas, táticas ou físicas.
Fato é que até o fechamento desta coluna, o nome de Lucho Gonzalez não foi confirmado oficialmente e enquanto ele não for apresentado oficialmente ao elenco a preparação para o confronto contra o Athlético Paranaense esta sob a responsabilidade de Juca.

Um ano ruim
O Ceará acumulou insucessos ao longo do ano que a torcida ainda não engole como as eliminações no Campeonato Cearense e na Copa do Nordeste.
Somadas às eliminações na Copa do Brasil, para o Fortaleza e na Sul-Americana, o Ceará termina 2022 sem a possibilidade de conquistar títulos e uma vaga na Sul-Americana em 2023 não parece distante, mas para que o Vozão se aproxime dela é preciso voltar urgentemente a vencer no Brasileiro.
A sequência do Campeonato talvez exigisse que o profissional que assumisse o Ceará a partir de agora tenha mais experiência para o restante da temporada. E a expectativa que a diretoria criou na torcida de que traria um nome de peso foi frustrada, em se confirmando o anúncio de Gonzales.
Falta de experiência não é sinônimo de mal trabalho, a diferença é começar já com a corda no pescoço e a pressão da torcida que só os bons resultados podem amenizar.
Chance de gol

Consultando o site Chance de Gol (https://www.chancedegol.com.br/br22.htm) sobre as possibilidades de Ceará e Fortaleza para a sequência da Série A.
A sequência de vitórias do Fortaleza e a invencibilidade de cinco jogos fez bem ao Leão, tanto que agora, o time entrou na briga pela Sul-Americana em 2023. As chances de chegar à competição internacional são de 54,8%. O Leão precisa eliminar de vez os 4,8% de chance de rebaixamento.
Já o Ceará apresenta, segundo o mais recente levantamento, tem 43,2% de chance de chegar à Sula. A probabilidade de rebaixamento é baixa, 8,6%, mas pode aumentar se as vitórias não vierem.


