
Embora seja uma das doenças mais evitáveis da saúde feminina, o câncer do colo do útero ainda se mantém como um dos principais desafios no Brasil. No Ceará, os dados são preocupantes: a estimativa é de aproximadamente 1.030 novos casos por ano, com índice de incidência superior à média nacional, conforme informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Em âmbito nacional, são cerca de 17 mil novos diagnósticos por ano. A enfermidade permanece entre os tipos de câncer mais frequentes em mulheres jovens e adultas, especialmente em regiões onde o acesso à informação e aos serviços de saúde é mais restrito.
A causa predominante está relacionada à infecção persistente pelo HPV, responsável por cerca de 90% dos casos. Como a doença tende a evoluir de maneira silenciosa e gradual, o rastreamento regular é fundamental para o diagnóstico precoce e para o aumento expressivo das chances de cura.
Nesse cenário, a campanha Janeiro Verde Piscina destaca a relevância da prevenção, com ênfase na vacinação contra o HPV e na realização periódica do exame Papanicolau, recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos. Quando realizado corretamente, o exame permite identificar lesões precursoras antes que avancem para estágios mais graves.
De acordo com a ginecologista do Hospital São Carlos, da Rede D’Or, Dra. Isadora Paz, a falta de informação ainda figura entre os principais fatores para o diagnóstico tardio.
“Muitas mulheres adiam os exames preventivos por medo ou por falta de orientação confiável, o que compromete o sucesso do tratamento”, alerta.
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Quando identificado precocemente, no entanto, as chances de cura são elevadas, com menor impacto físico e emocional para a paciente.


