
O Tribunal da 3ª Vara do Júri de Fortaleza acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Ceará e condenou, nessa quarta-feira (25/02), um chefe de facção criminosa por ordenar a morte de um pintor no Residencial Cidade Jardim, na capital. M.A.L.D. só sobreviveu porque se fingiu de morto durante as agressões. Miguel Cleones Sousa Rodrigues, conhecido como “MG”, foi sentenciado a 14 anos e 9 meses de reclusão por tentativa de homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Conforme a denúncia, a vítima foi submetida ao chamado “Tribunal do Crime” no dia 6 de março de 2024, após a organização criminosa receber a informação de que ela teria furtado algumas latas de tinta para pintar um apartamento no Cidade Jardim. M.A.L.D. foi agredido por diversos integrantes da facção sob ordens do réu.
Ao perceber que a vítima supostamente estava morta, “MG” determinou que o corpo fosse jogado em um rio e que fossem efetuados disparos. Mesmo tendo sido atingido nas pernas, M.A.L.D. sobreviveu à investida criminosa e denunciou o caso à polícia.
O caso integra o Programa Tempo de Justiça, que busca garantir maior celeridade a processos do júri por meio de parceria entre o MP do Ceará, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, a Defensoria Pública do Estado do Ceará e o Governo do Estado.


