
O Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen/CE), vinculado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), tem reforçado sua atuação no combate à tuberculose. Referência estadual, o órgão exerce papel estratégico no diagnóstico, vigilância laboratorial e monitoramento da resistência bacteriana, ampliando sua rede e modernizando processos para garantir respostas mais ágeis e precisas.
O Lacen, responsável por exames de maior complexidade, coordena toda a rede de laboratórios do estado voltada ao monitoramento da doença. Um dos principais destaques é o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), que detecta, em poucas horas, a presença da Mycobacterium tuberculosis, além de identificar resistência à rifampicina, antibiótico essencial no tratamento. Isso permite a definição mais rápida da terapia adequada, aumentando as chances de cura.
Além dos testes moleculares, o laboratório realiza exames de cultura micobacteriológica para identificar o agente causador e diferenciar micobactérias. A partir disso, é feito o Teste de Sensibilidade aos Antimicrobianos (TSA), fundamental para orientar o tratamento e detectar casos de resistência, um dos principais desafios no controle da doença.
A rede de diagnóstico no Ceará também tem se fortalecido, com 12 unidades distribuídas entre Fortaleza, Região Metropolitana e interior, incluindo laboratórios regionais e unidades hospitalares e prisionais. Essa descentralização amplia o acesso ao diagnóstico precoce.
Entre 2025 e 2026, a Sesa modernizou os equipamentos voltados à tuberculose, com recursos do Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com isso, a capacidade de testes saltou de 56 para 320 por dia, apenas em Fortaleza.
Outro avanço é a participação do Lacen em pesquisas de sequenciamento genômico da bactéria, em parceria com o Instituto Evandro Chagas e o Ministério da Saúde. A iniciativa busca compreender melhor a resistência da doença e fortalecer estratégias de controle.
Na prevenção, o laboratório também atua no rastreamento de contatos por meio do teste de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB), utilizando o exame IGRA, ampliando o diagnóstico para grupos mais vulneráveis no estado.


