O Governo Federal solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a apresentação de propostas para enfrentar o endividamento das famílias brasileiras. A medida deve incluir ações de educação financeira voltadas à população.
A solicitação foi mencionada pelo presidente Lula (PT), nesta quinta-feira (26/03), durante visita à unidade da Caoa, em Anápolis. Segundo o gestor, apesar do cenário econômico positivo, o nível de endividamento ainda demanda atenção.

De acordo com o presidente, dívidas relacionadas à aquisição de bens, como imóveis e veículos, podem ser consideradas adequadas. O problema, no entendimento de Lula, ocorre quando os compromissos financeiros ultrapassam a renda disponível das famílias.
“Aí a gente fica zangado e culpa quem? Culpa o governo. O mundo é assim. A gente culpa o governo por tudo que dá errado. Eu sei que na cabeça das pessoas funciona assim. Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, comentou.
O governo também pretende adotar medidas para facilitar o pagamento de débitos e ampliar a orientação sobre gestão do orçamento doméstico. Nesse contexto, o uso excessivo do cartão de crédito foi apontado como um dos fatores de risco para o aumento das dívidas.
Cenário econômico e prioridades
Durigan assumiu o Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad (PT). Segundo ele, o país apresenta crescimento econômico com geração de empregos, redução da insegurança alimentar e inflação sob controle. O titular da pasta destacou ainda a ampliação de concessões em infraestrutura e o aumento de repasses a estados e municípios como ações do governo.
“Não é senso comum nem algo básico que um país cresça e se desenvolva gerando emprego, que tire as pessoas do Mapa da Fome e, ao mesmo tempo, mantenha a inflação sob controle. Estamos vivendo um momento raro”, disse.
Entre os desafios da pasta, estão o aumento da produtividade e da inovação. De acordo com Durigan, isso envolve a qualificação da mão de obra e mudanças na organização do trabalho, como a redução da escala 6 por 1.
A reforma tributária também foi citada como medida para aumentar a eficiência do sistema econômico. A expectativa é de que as mudanças entrem em vigor a partir do próximo ano, com impacto na racionalização e agilidade das atividades produtivas.
“No ano que vem, vamos ganhar, e muito, em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia. Isso aumenta a produtividade, com cada um de nós trabalhando melhor. Não necessariamente mais tempo, mas, no tempo de trabalho que a gente tem, com a gente entregando todo o nosso potencial”, pontuou.
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