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Lula veta benefícios e reajustes futuros para servidores do Legislativo e do TCU

Câmara e Senado tinham aprovado reajuste e folga a cada 3 dias de trabalho | Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou parcialmente projetos que alteravam os planos de carreira e a remuneração de servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18).

As propostas tratavam de reajustes salariais, novas regras de progressão e benefícios para servidores do Legislativo e do TCU.

As decisões foram formalizadas nas Leis nº 15.349 (Câmara), nº 15.350 (Senado) e nº 15.351 (TCU).

Licença compensatória é barrada

Entre os trechos vetados está o dispositivo que criava a licença compensatória para servidores que ocupam cargos comissionados e funções de assessoramento superior. A medida prévia a concessão de folgas como compensação por acúmulo de atribuições e dedicação além da jornada regular.

O texto também autorizava a conversão das folgas em indenização, o que, segundo o governo, poderia permitir que servidores recebessem valores acima do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46 mil mensais.

Na justificativa, o Executivo afirmou que a criação do benefício contraria o interesse público, já que a remuneração desses cargos já considera o nível elevado de responsabilidade e dedicação exigido.

Reajustes futuros também foram vetados

No início de fevereiro, a Câmara aprovou projetos que previam reajuste salarial de cerca de 9% para servidores do Legislativo e do TCU, além da criação de novas vantagens funcionais.

O presidente sancionou o aumento previsto para 2026, mas vetou o escalonamento de reajustes programados para 2027, 2028 e 2029.

De acordo com o governo, a medida violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal ao criar despesas obrigatórias para períodos posteriores ao fim do atual mandato, sem previsão orçamentária.

Governo aponta inconstitucionalidade

O Executivo também vetou dispositivos que criavam regras específicas para cálculo de aposentadorias e vantagens variáveis, sob o argumento de que as mudanças violariam o regime constitucional uniforme de previdência dos servidores federais.

Segundo a mensagem enviada ao Congresso, alguns trechos também permitiriam pagamentos com efeitos retroativos, o que contraria a legislação orçamentária e fiscal vigente.

Congresso pode derrubar os vetos

Os vetos presidenciais ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou rejeitar a decisão.

Caso deputados e senadores derrubem os vetos em sessão conjunta, os dispositivos barrados poderão ser restabelecidos e passar a valer integralmente.

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