A campanha nacional de conscientização sobre segurança no trânsito, tradicionalmente conhecida como Maio Amarelo, terá uma abordagem diferente em 2026. Neste ano, o movimento passa a adotar o nome “Maio Preto”, em uma iniciativa que busca denunciar o crescimento no número de acidentes e evidenciar problemas estruturais relacionados à formação de condutores e à fiscalização nas vias brasileiras.
A alteração no nome da campanha tem caráter simbólico e pretende provocar uma reflexão mais profunda entre a população e o poder público. A proposta é ampliar o debate sobre as causas da violência no trânsito, destacando que os altos índices de sinistros não estão associados apenas à conduta dos motoristas, mas também a deficiências no processo de habilitação, à fiscalização limitada e à baixa efetividade das políticas públicas voltadas à segurança viária.

O novo posicionamento surge em meio à persistência de números elevados de acidentes e mortes em ruas, avenidas e rodovias de todo o país. Para especialistas da área, embora campanhas educativas tenham contribuído para ampliar a conscientização ao longo dos anos, os resultados ainda não alcançaram o impacto necessário para reduzir esses indicadores.
Na avaliação do presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará, Eliardo Martins, o cenário exige mudanças estruturais urgentes. “O Maio Amarelo sempre teve um papel importante de conscientização, mas a realidade mostra que apenas alertar não tem sido suficiente. O ‘Maio Preto’ surge como um chamado mais forte, um alerta para a gravidade do que estamos vivendo no trânsito. É fundamental repensar a formação de condutores, fortalecer a fiscalização e tratar a segurança viária como prioridade real para que possamos reduzir esses números que ainda são alarmantes”, pontua.
Ao longo do mês, a mobilização deve reunir entidades do setor, profissionais da área e representantes da sociedade civil em diversas atividades. A intenção é transformar o “Maio Preto” em um marco de debate e cobrança por soluções mais efetivas para reduzir acidentes e preservar vidas no trânsito brasileiro.
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