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Maracanaú: Vereador provoca debate sobre o bilhete único metropolitano nas topiques intermunicipais

A CÂMARA MUNICIPAL DE MARACANAÚ REALIZOU, A PEDIDO DO VEREADOR RAPHAEL PESSOA, AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A IMPLANTAÇÃO DO BILHETE ÚNICO METROPOLITANO NO TRANSPORTE COMPLEMENTAR

O Legislativo Maracanauense promoveu, nesta quarta-feira (18), uma audiência pública para discutir a implantação do Bilhete Único Metropolitano no sistema complementar de transportes, as chamadas topiques. Com galerias lotadas e a participação de diversas cooperativas e federações de topiqueiros, representantes da Secretaria de Cidades do Ceará, Detran, prefeituras de Maracanaú, Maranguape e Fortaleza, o evento contou ainda, com a participação do prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, que veio falar da experiência da integração nos transportes de seu município.

De responsabilidade do Governo do Estado do Ceará, o Bilhete Único Metropolitano começou a funcionar em junho de 2016, mas apenas nos ônibus. Nestes dois anos, milhares de usuários da Região Metropolitana aguardam para poder utilizar a integração em outros modais, com as topiques que fazem as rotas intermunicipais e o metrô. Depois de vários adiamentos, a Secretaria das Cidades chegou a anunciar em janeiro, que o sistema começaria a funcionar a partir de fevereiro, o que não aconteceu e, até agora, nenhuma outra data foi anunciada, o que provocou o requerimento para a realização de uma audiência pública, apresentado pelo vereador de Maracanaú, Raphael Pessoa.

O Técnico Responsável pelo Bilhete Único Metropolitano da Secretaria das Cidades do Estado, Daniel Camurça, informou que a operação do Bilhete Único Metropolitano no transporte complementar atrasou por impasses jurídicos que já estariam contornados e que UM CONVÊNIO envolvendo o Governo do Estado e três federações de cooperativas já havia sido assinado, beneficiando, após o início da operação, sete municípios com 96 topiques.

Para o presidente da Federação das Cooperativas Unificadas dos Transportes Alternativos do Estado do Ceará (Fecauce), Cleson de Sousa, “nada justifica uma demora de dois anos”. Segundo Cleson, as empresas de ônibus já se beneficiam do Bilhete Único Metropolitano há dois anos, mas falta vontade política de resolver o problema do sistema complementar. “Enquanto isso, topiqueiros e passageiros são prejudicados”. Fábio de Souza, presidente da cooperativa COOPSTAR reclamou também do número de vagas disponibilizadas: “Hoje, duzentas topiques fazem o transporte intermunicipal” – informou – “e o convênio assinado entre o Governo e as federações não contemplaram nem cem vagas”.

Dalton Alves, da Coordenadoria de Transportes do Detran/CE, afirmou que a questão do número de vagas é imposta pela legislação que estabelece uma relação percentual (25%) entre o número de topiques e o de ônibus operando no sistema. Quanto ao início das operações, o técnico afirmou que o Estado já concluiu toda a questão jurídica e que resta apenas resolver um impasse entre as empresas de ônibus e as topics, envolvendo a nova tecnologia de bilhetagem eletrônica do sistema.

O vereador Raphael Pessoa, que presidiu a audiência pública, afirmou que está faltando “mão forte” do Governo do Estado e lembrou que as empresas de ônibus têm apenas o “poder delegado” pelo Estado e, portanto, não podem ser responsabilizadas pelo atraso. “Cabe ao Governo do Ceará reunir todos os atores responsáveis pelo Bilhete Único Metropolitano e encontrar uma solução definitiva para a integração completa dos modais de transporte na RMF” – afirmou o parlamentar – “inclusive o metrô”.

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