Desaparecido desde o dia 3 de junho, um menino de oito anos foi reconhecido em um abrigo público, em Fortaleza, graças ao alerta recebido por um psicólogo do local. O profissional identificou a criança após um alerta nas redes sociais que auxilia na busca de crianças desaparecidas, através do Protocolo Amber Alerts. A ferramenta é fornecida pela empresa Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp.
A última vez que o menino havia sido visto foi em uma das principais avenidas de Fortaleza, no bairro Parque Dois Irmãos. A criança foi devolvida aos pais ao segurança depois das autoridades terem sido notificadas pelo psicólogo, após ele receber o alerta.
A ferramenta foi implementada no Brasil em agosto de 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e, desde então, este é o segundo caso bem-sucedido no Ceará. Já neste ano, em fevereiro, uma criança de dois meses também foi localizada através do Protocolo.
Até agora, o Amber Alerts foi acionado cinco vezes no Ceará, uma vez em Minas Gerais e dez vezes no Distrito Federal. Recentemente, estados como Piauí, Acre, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Amapá, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia também aderiram à ferramenta. A expectativa é que todas as unidades da Federação estejam participando do Amber Alerts até dezembro.
Como funciona?

Quando uma ocorrência se enquadra nos critérios do Amber Alerts, a Polícia Civil comunica o caso ao Ciberlab, que, por sua vez, notifica a Meta. A cooperação técnica entre o MJSP e a Meta ocorre por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas, da Diretoria de Operações e Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Ciberlab/Diopi/Senasp).
Dessa forma, fotos e a descrição da criança ou do adolescente são divulgadas nos feeds do Facebook e Instagram em um raio de 160 quilômetros do local onde a pessoa foi vista pela última vez. A campanha é válida para casos recentes e cada imagem é divulgada por até 24 horas.
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