A Notícia do Ceará
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Menos de 1% da área do Ceará é dedicada à aquicultura

Segundo um relatório divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as áreas dedicadas à aquicultura no Ceará representam 0,1% da área total do estado. Em 2023, a Bacia do Baixo Jaguaribe destacou-se como a principal região com áreas ocupadas por aquicultura, totalizando 6.807 hectares. O número corresponde a aproximadamente 47% das áreas identificadas.

Menos de 1% da área do Ceará é dedicada à aquicultura
Gráfico: Gerência de Estudos e Pesquisas em Meio Ambiente (GEPEM, 2024)

Outras bacias que também apresentaram áreas significativas foram a Bacia do Coreaú e a Bacia Metropolitana, cada uma com cerca de 1.700 hectares, representando aproximadamente 12% das áreas mapeadas. Das 12 bacias hidrográficas delimitadas no Ceará, apenas duas não apresentaram áreas ocupadas por aquicultura: a Bacia da Serra da Ibiapaba e a Bacia dos Sertões de Cratéus.

Menos de 1% da área do Ceará é dedicada à aquicultura
Gráfico: Gerência de Estudos e Pesquisas em Meio Ambiente (GEPEM, 2024)

Dos 184 municípios cearenses, 62 apresentaram áreas ocupadas por aquicultura, concentradas principalmente na região costeira e centro-leste do estado. Os municípios de maior concentração dessas áreas são Aracati e Jaguaruana, que juntos representam 32% de toda a área ocupada no estado. Respectivamente, são 2.531 e 2.426 hectares. Em seguida, aparecem os municípios de Acaraú e Beberibe, com 1.479 hectares e 1.061 hectares, respectivamente, dedicados à aquicultura.

Estudo

Segundo o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, o estudo consiste no mapeamento das áreas de aquicultura no Ceará, mais especificamente nos tanques de produção de camarão. O gestor comentou ainda sobre a parceria com a Secretaria de Pesca.

“A gente tem que se aproximar mais dos usuários dessas informações que a Funceme gera exatamente porque são usadas no processo de tomada de decisão. Esse é um primeiro olhar desse mapeamento porque ainda existem elementos que não estão presentes nesse mapeamento como, por exemplo, o peixamento dos açudes, que estamos estudando junto à Secretaria de Pesca em introduzir na conjuntura da aquicultura do Ceará para o próximo ano”, explicou.

Para a conclusão dos dados, vários satélites foram utilizados com múltiplas imagens para evitar ruídos e cobertura de nuvens. O intuito foi identificar as estruturas para se obter o mapeamento completo da aquicultura do Ceará.

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