PUBLICIDADE

Mercado formal de trabalho recua no Ceará pelo segundo mês consecutivo

O Ceará encerrou janeiro de 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais, indo na direção contrária do desempenho nacional. Enquanto o Brasil registrou a abertura de 112.334 vagas com carteira assinada no período, o Estado perdeu 1.291 postos de trabalho.

O resultado cearense decorre de 52.725 admissões frente a 54.016 desligamentos. No cenário nacional foram contabilizadas 2.208.030 contratações e 2.095.696 demissões ao longo do mês. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03/03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Entre as unidades da Federação, o Ceará apresentou a terceira maior retração no saldo de empregos e a segunda do Nordeste. O desempenho ficou atrás apenas do Rio de Janeiro (-13.009) e de Alagoas (-2.922). Também registraram perdas Acre (-892), Piauí (-337), Rondônia (-336), Paraíba (-302), Pará (-270) e Roraima (-31).

Mercado formal de trabalho recua no Ceará pelo segundo mês consecutivo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Este é o segundo mês consecutivo de retração no mercado formal cearense, após a eliminação de 11.018 vagas em dezembro de 2025. Historicamente, dezembro e janeiro concentram desligamentos no Estado em razão do encerramento de contratos temporários firmados para as festas de fim de ano.

No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o país criou 1,22 milhão de empregos formais, elevando em 2,6% o estoque de vínculos ativos. O total de trabalhadores com carteira assinada passou de 47,34 milhões para 48,57 milhões.

Na passagem de dezembro para janeiro, 18 das 27 unidades federativas apresentaram saldo positivo. Os maiores avanços foram registrados em Santa Catarina (19 mil vagas), Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306).

Sob a perspectiva regional, o Sul liderou a geração de empregos em janeiro, com 55.727 postos, seguido pelo Centro-Oeste (35.412) e Sudeste (13.301). O Nordeste apresentou saldo positivo de 6,1 mil vagas, enquanto o Norte registrou 1,7 mil novos postos.

Perfil

Por setor de atividade econômica, quatro dos cinco segmentos pesquisados encerraram o mês com crescimento. A indústria foi responsável por 54.991 vagas, seguida da construção (50.545), dos serviços (40.525) e da agropecuária (23.073). O comércio foi o único a registrar retração, com fechamento de 56.800 postos, impactado pela sazonalidade do período pós-festas.

Mercado formal de trabalho recua no Ceará pelo segundo mês consecutivo
Foto: Divulgação

O salário real médio de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, valor R$ 77,02 superior ao de dezembro de 2025, o que representa alta de 3,3%. Na comparação com janeiro do ano anterior, o ganho real foi de R$ 41,58, equivalente a avanço de 1,77%.

No recorte populacional, os homens ocuparam a maior parte das vagas formais abertas no país, preenchendo 94,53 mil postos, enquanto as mulheres responderam por 17,79 mil. Jovens de até 24 anos concentraram 111,80 mil oportunidades, o equivalente a 99,5% do total gerado no mês.

Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram as contratações, com 69,61 mil vagas, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, que somaram 12,76 mil postos. No recorte por raça, pessoas pardas ocuparam a maior parte das vagas (76,56 mil), seguidas por brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir