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“Meu Celular” tem impacto direto na redução do roubo de aparelhos após dois anos do programa

O programa “Meu Celular” conta com o suporte e apoio tecnológico da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) - Foto: SSPDS
O programa “Meu Celular” conta com o suporte e apoio tecnológico da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) – Foto: SSPDS

Após ser implementado em abril de 2024, o programa “Meu Celular” contribuiu para a redução do roubo desses aparelhos no Ceará dentro do período de dois anos. De acordo com dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), foram 15.932 celulares a menos quando os números são comparados com o período que foi de abril de 2022 até março de 2024, dois anos antes da iniciativa ser lançada.

Em termos proporcionais, a queda representa uma redução de  33,6%. Nos três primeiros meses de 2026, foram registrados 2.113 casos. No mesmo período de 2025 foram 3.875 ocorrências, o que representa a segunda redução seguida no número de roubos de aparelhos celulares no primeiro trimestre do ano. 

Ferramenta tida como indispensável para as atividades do cotidiano, em ações que vão além da comunicação, o aparelho celular se tornou mais do que um acessório. Por isso, a recuperação desses aparelhos em casos de perda, furto ou roubo tem um impacto significativo para os proprietários. Até o dia 7 de abril, dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) indicavam a recuperação de 13.418 celulares recuperados desde o lançamento do programa.

Só em março deste ano, em evento realizado em Fortaleza, as forças de segurança do Ceará entregaram 1.200 aparelhos aos seus respectivos donos.

Como se cadastrar no programa Meu Celular?

O programa funciona por meio de uma plataforma digital integrada às ações da Polícia Civil, permitindo o cadastro e o monitoramento de aparelhos celulares. Na primeira etapa, o usuário deve acessar o site oficial e realizar o cadastro, informando dados pessoais e as características do aparelho, como marca, modelo e número do IMEI. 

Caso possua, também é possível incluir a nota fiscal do celular, o que ajuda na identificação. Se o aparelho for roubado, furtado ou perdido, o proprietário deve entrar novamente na plataforma e registrar a ocorrência, ativando um alerta de restrição. Inicialmente, esse alerta fica ativo por até 72 horas e aparece na cor laranja. 

Para manter o bloqueio ativo por mais tempo, é necessário formalizar um Boletim de Ocorrência (BO) com o número do IMEI. Após isso, o status passa para vermelho, indicando restrição contínua até a recuperação do aparelho.

Com o alerta ativo, caso o celular seja localizado durante abordagens da Polícia Militar do Ceará, os agentes conseguem identificar a restrição por meio de um aplicativo utilizado nas viaturas. Nessas situações, o aparelho pode ser apreendido e encaminhado para a Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos legais, que podem variar entre apreensão, registro de ocorrência ou até prisão, dependendo do caso.

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