A inclusão de testes rápidos para diagnóstico de dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio de portaria publicada nesta quinta-feira (26/03) no Diário Oficial da União. A medida incorpora o exame à chamada “Tabela SUS”, que reúne os procedimentos oferecidos na rede pública.
O teste incluído é o de antígeno NS1, utilizado para identificar precocemente a infecção pelo vírus da dengue. Conforme a pasta, os insumos para esse tipo de exame já vinham sendo adquiridos e distribuídos aos estados desde 2024.
Diferentemente de exames baseados na resposta imunológica do organismo, o teste NS1 detecta diretamente uma proteína do vírus presente no sangue nos primeiros dias da infecção. Com isso, é possível confirmar a doença ainda na fase inicial, período em que o diagnóstico costuma ser mais desafiador. O resultado pode ser positivo logo nos primeiros dias de febre.

A realização do exame é simples e segue metodologia semelhante à de outros testes rápidos. A partir de uma amostra de sangue, o material é analisado por imunocromatografia, tecnologia que permite identificar a presença do antígeno viral em poucos minutos. Pela praticidade, o procedimento pode ser feito em diferentes níveis de atendimento, incluindo unidades de atenção básica.
A ampliação do diagnóstico precoce é considerada estratégica diante dos sintomas iniciais da dengue, que podem se confundir com outras infecções virais, como febre alta, dores no corpo e mal-estar. A identificação antecipada da doença contribui para o monitoramento clínico do paciente, possibilitando a detecção de sinais de agravamento, como a queda de plaquetas e o risco de evolução para formas graves, incluindo a dengue hemorrágica.
Além do impacto no cuidado individual, a medida também fortalece a vigilância epidemiológica, ao permitir maior precisão no acompanhamento da circulação do vírus pelas autoridades de saúde.
De acordo com a norma, o teste poderá ser solicitado por diferentes profissionais da área, como médicos, enfermeiros e biomédicos, e estará disponível para pessoas de todas as idades. A realização poderá ocorrer tanto em unidades básicas quanto em serviços hospitalares, sem custo direto ao paciente.
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